18/06/2020

A Batalha de Waterloo


A Batalha de Waterloo (que decorreu na actual Bélgica) aconteceu no dia 18 de Junho de 1815.

Foi não apenas o acto final da vida política do imperador Napoleão I mas, também, o fim de mais de vinte anos de conflitos militares entre a França e outras potências na Europa.

Ora, lutaram na Batalha de Waterloo cerca de setenta e dois mil soldados pela França e cento e treze mil pela Inglaterra, Países Baixos, Bélgica, Alemanha e Prússia.

Napoleão I, o "pequeno soldado", abdicaria quatro dias depois (pela segunda e última vez).

17/06/2020

M. C. Escher

Servem estas parcas linhas para prestar a minha singela homenagem a alguém – nascido na Holanda – que nasceu (peço desculpa por me repetir) no dia 17 de Junho de 1898 e que se tornou, na minha opinião, num dos grandes representantes da Arte que o mundo já conheceu: Maurits Cornelis Escher.



16/06/2020

O chá de Bragança


Na canção "Englishman in New York" (‘lançada’ em 1988) o cantor inglês Sting dizia, por exemplo, que um inglês não bebia café, mas chá.

Ora, a filha do rei D. João IV Catarina de Bragança levou, no século XVII, hábitos portugueses para a corte inglesa sendo que um deles foi o consumo de chá. Que depois se popularizou por todo o reino.

De facto, fruto do seu casamento com o rei Carlos II, Catarina tornar-se-ia a primeira – e, até agora, única – rainha portuguesa em Inglaterra. Casamento esse que acabaria por trazer a esse país uma certa estabilidade e prosperidade que haviam sido ‘eliminadas’ com uma guerra civil para além de fortalecer a aliança com Portugal e lhe dar territórios em África e na Ásia (na Índia, sobretudo).


***


"O chá é uma tradição secular dos Açores. As primeiras sementes chegam a S. Miguel, no século XVIII, trazidas pelas naus que retornavam do Oriente. O clima ameno e as características do solo desta ilha, são apenas dois dos factores decisivos para o seu desenvolvimento. Em 1878, dois chineses foram contratados para ensinar técnicas de preparação das folhas e fabrico do chá. O saber ancestral passou de geração em geração e criaram-se novas fábricas de chá na ilha. É na Gorreana, no concelho da Ribeira Grande, que podemos encontrar um chá mundialmente famoso (preto e verde), com aromas e sabor únicos. Na Europa, as duas únicas plantações de chá com fins industriais ficam na Ilha de S. Miguel e são hoje um atractivo turístico da ilha".

15/06/2020

Piratas e corsários

Fui obrigado a usar, durante algum tempo, na livraria em que trabalhava, uma "t-shirt" alusiva a um novo título recentemente ‘lançado’: "Black Barty".

Referência directa ao pirata galês Bartholomew Roberts que viveu na "primeira metade" do século XVIII.

De facto, os termos "pirata" e "corsário" parecem-me ser, não raras vezes, utilizados indiferentemente.

Existe, no entanto, uma diferença entre eles, por assim dizer.

Os piratas eram como que profissionais que "trabalhavam" por conta própria: roubavam navios independentemente da sua origem (isto é, que podiam usar bandeira/pavilhão do seu próprio país).

Os corsários, pelo contrário, ‘actuavam’ como piratas, sim, mas obedecendo a ordens emanadas por um monarca. Eram, assim, como que empregados por conta de outrem...

13/06/2020

Lisboa

Lisboa assinala hoje o seu dia.

E eu também o assinalo recorrendo a algumas citações.



"Em Lisboa a vida é lenta. Tem raras palpitações dum peito desmaiado". 




Eça de Queirós, Lisboa. In "Prosas bárbaras", 1867 






"Lisboa é perfeitamente uma terra phantastica. No globo terraqueo não ha nada que se pareça com ella. (…) Lisboa é um parenthesis na grande vida do universo. É uma cousa á parte, que nem no passado, nem no presente, e parece-me que nem no futuro terá rival". 




Gervásio Lobato, "A comédia de Lisboa", 1877 






"Para entendimento da minha descrição acrescentarei que Lisboa está encaixada entre colinas, por vezes bastante altas, por onde sobem casas brancas dos bairros de habitação mais elevados, à direita e à esquerda das ruas rectilíneas da cidade nova".




Thomas Mann, "As confissões de Félix Krull", 1895





"As cidades nascem e morrem todos os dias, transfiguram-se sem perder a essência. Porventura terá Lisboa mudado assim tanto que a não reconheçamos?".




José Rodrigues Miguéis, "Lisboa cidade triste e alegre", 1959