09/07/2020

Júlio César e o Rubicão

Júlio César foi um general e político em Roma que, a partir do ano 59 antes da data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo, se tornou cônsul e, portanto, ditador.

Tornou-se, depois, procônsul governando o território designado por Gália.

Não admirará, por isso, que tenha 'conduzido' algumas campanhas militares para subjugar os gauleses (o que, de resto, lhe traria ainda mais prestígio e riqueza).

Tentou, assim, 'ensaiar' o regresso a Roma.

No entanto, os seus antigos aliados "viraram-lhe as costas": o Senado ordenou-lhe, até, que 'entregasse' o seu comando militar.

Ora, César não só não fez tal 'coisa' como ainda atravessou - com os 'seus' soldados - o rio Rubicão, então a fronteira oficial entre a Gália e a (república de) da hoje designada Itália.

No ano 49 antes da data atribuída ao nascimento de Cristo.

08/07/2020

A verdade e a mentira de Cervantes

"Assim como o mentiroso está condenado a que não acreditem nele quando diz a verdade, é privilégio de quem goza de boa reputação que nele acreditem mesmo quando mente".



Cervantes (1547-1616), escritor espanhol

07/07/2020

O artista, esse influenciador

"A arte é uma actividade humana que consiste nisto: um homem, conscientemente, por meio de símbolos externos, transmite a outros determinados sentimentos que experimentou, de forma que esses outros sejam afectados por esses mesmos sentimentos e também os experimentem".



Lev Tolstoi (1828-1910), escritor russo

06/07/2020

Adeus Sr. Ennio Morricone

Faleceu hoje alguém que compôs algumas das melhores (em minha opinião, claro) músicas para filmes ("bandas sonoras").

Recordo-me, desde logo, da “banda sonora” do filme "O Bom, O Mau e o Vilão", um "spaghetti western" exibido na década de 1960 e realizado pelo italiano Sergio Leone.

Uma homenagem, então, ao também italiano Ennio Morricone.

Bem-haja maestro.

04/07/2020

"Yellowstone"

O parque nacional de Yellowstone foi criado em 1872.

Tornou-se, assim, no primeiro parque nacional nos Estados Unidos da América.

Que abrange os territórios de três estados: Wyoming, Montana e Idaho.

Ora, os seus mais de oito mil quilómetros quadrados eram, antes daquela data - e desde há milénios -, habitados pelos autóctones americanos.

Até terem sido, pura e simplesmente, 'erradicados'...

03/07/2020

Vencedores e vencidos (segundo Eça)

O jornal O Tempo publicou, "às portas" do século XX, um texto escrito por José Maria Eça de Queiróz intitulado "Os vencidos da vida".


"O que de resto parece irritar o nosso caro Correio da Manhã é que se chamem vencidos aqueles que para todos os efeitos públicos parecem ser realmente vencedores. Mas (…) para um homem ser vencido ou derrotado na vida depende, não da realidade aparente a que chegou – mas do ideal íntimo a que aspirava. Se um sujeito largou pela existência fora com o ideal supremo de ser oficial de cabeleireiro, este benemérito é um vencedor, um grande vencedor, desde que consegue ter nas mãos uma gaforina e a tesoura para a tosquiar, embora atravesse pelo Chiado cabisbaixo e de botas cambadas. Por outro lado, se um sujeito aí pelos vinte anos, quando se escolhe uma carreira, decidiu ser um milionário, um poeta sublime, um general invencível, um dominador de homens (ou mulheres segundo as circunstâncias), e apesar de todos os esforços e empurrões para diante, fica a meio caminho do milhão, do poema ou do penacho – ele é para todos os efeitos um vencido, um morto da vida, embora se pavoneie por essa Baixa amortalhado numa sobrecasaca do Poole e conservando no chapéu o lustre da resignação".

02/07/2020

O último rei de Portugal

Faleceu no dia 2 de Julho de 1932, em Inglaterra (onde estava exilado) aquele que foi o último rei de Portugal.

Havia ‘subido’ ao trono em 1908 em virtude da morte do seu pai (o rei D. Carlos) e do seu irmão mais velho, Luis Filipe, assassinados em Lisboa.

E ‘saiu’ com a proclamação da República (em 5 de Outubro de 1910).

D. Manuel II contava quarenta e dois anos de idade.