08/09/2020

Tortura e Pena Capital na Europa, ontem e hoje

Foi um sentimento de imenso horror aquele que se tinha apoderado do meu espírito ainda
adolescente quando acabei de ver a exposição "Instrumentos Europeus de Tortura e Pena Capital – Desde a Idade Média até ao Século XIX" que o Palácio das Galveias, em Lisboa, acolheu no fim da década de 1990.

Ora, compreendi, anos mais tarde, que o facto de me ter sentido horrorizado se tinha devido,
unicamente, à incapacidade para conceber que o espírito humano tivesse podido inventar
instrumentos para, fisicamente, torturar o Outro e, espiritualmente, destrui-lo inteiramente (confesso que desconhecia, ainda, o que o astrofísico canadiano Hubert Reeves havia escrito no seu "Malicorne": "No pequeno Homo Sapiens tudo é excessivo. Nele, intimamente misturados, estão o sublime e o horrível. Há nele, em potência, Wolfgang Amadeus Mozart e Adolf Hitler"…).

Claro que hoje, na Europa, em nome da ‘civilização’, os sistemas judiciais já não recorrem a objectos físicos para exercer Tortura e sentenças capitais sobre alguns indivíduos mas será que a aniquilação mental e a violência psicológica não continua a ser amplamente praticada pela quase totalidade dos Estados (ou mesmo por todos)?

07/09/2020

O "cocktail Molotov"

Encontra-se, actualmente, (bastante) disseminada a utilização, em acções de violência urbana, dos "cocktail Molotov", dispositivos incendiários preparados artesanalmente.


O termo foi ‘cunhado’ pouco depois (cerca de três meses) do começo da II Guerra Mundial.


Na Finlândia.


Após a invasão por soldados soviéticos.


De facto, cidadãos finlandeses, revoltados com a propaganda difundida pelo ministro dos negócios estrangeiros da União Soviética, Viacheslav Molotov (que havia assinado com o seu homólogo alemão – apenas alguns dias antes do "início oficial" do conflito mundial, um pacto de não agressão…) –, que se referira, entretanto, aos ataques vindo do ar como sendo, na (sua) verdade, "ajuda humanitária" (alimentos, sobretudo).


Ora, o "cocktail (Molotov)" seria, assim, o complemento líquido para essa comida...

05/09/2020

Munique, Israel e a "causa" palestiniana

5 de Setembro de 1972.

Alemanha de Leste.

Munique.

Aldeia Olímpica.

Jogos Olímpicos de Verão.

11 atletas da equipa de Israel foram, primeiro, raptados e, depois, assassinados por membros do grupo palestiniano "Setembro Negro".

04/09/2020

Los Angeles e Santa Kateri

No dia em que se assinalam duzentos e trinta e nove anos da fundação do povoado que se tornaria, muitos anos depois, na segundo mais populosa cidade dos Estados Unidos da América – Los Angeles –, opto por lembrar, também, que o Papa Bento XVI canonizou, em 2012, Kateri Tekakwitha.

Esta tornou-se, assim, na primeira autóctone (índia) da América do Norte a ser considerada santa pelo Catolicismo.

03/09/2020

Iémen

O nome que, na língua portuguesa, designa o país "Iémen" tem as suas "raízes" na palavra árabe "yaman" que significa "do Sul". 

O Iémen localiza-se na extremidade meridional da Península Arábica.

02/09/2020

A maratona

Data de 1924 o estabelecimento da maratona em quarenta e dois mil, cento e noventa e cinco metros (42, 295).

A maratona celebra a suposta distância percorrida por um soldado grego no ano 490 antes ds data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo entre Maratona e Atenas com o intuito de noticiar a vitória helénica sobre a Pérsia.

01/09/2020

Um espião em Lisboa

Juan de la Cosa, súbdito dos Reis Católicos Isabel de Castela e Fernando II de Aragão, foi cartógrafo e navegador.

Mas teve também outras ocupações.

Chegou, por exemplo, a ser recrutado pela referida rainha para obter, de forma ilícita, informações em Lisboa.

Ou para, em apenas duas palavras: ser espião.

De facto, ao desempenhar tal missão, conseguiu não apenas colher informações mas também o próprio espírito do lema do seu ‘patrão’: "Tanto Monta" (ou, em português, "É Igual").

Até porque foi, por seu lado, a rainha (filha do rei espanhol João II e da sua segunda mulher, Isabel de Portugal) quem interveio para o livrar da prisão (e de mais embaraços para Espanha…).

Ora, tal actividade ilegal terá permitido, baseando-nos na ‘visão’ de hoje (de 2020, claro) demonstrar duas coisas: a primeira era a importância geopolítica de Portugal (e de Lisboa, evidentemente) no século XVI – recorde-se, por exemplo, as linhas de um poema de um dos mais conceituados poetas portugueses de então, André Falcão de Resende (1527 - 1599) – "É Lisboa um mar profundo; de vária navegação; É um compêndio do mundo; aonde tudo acharão; Ásia, África, Europa"; A segunda era a de que a espionagem e a geopolítica eram, talvez, ‘artes’ inseparáveis.
 
 
 
"Lisboa, compêndio do mundo"