26/01/2021

Os Contos dos irmãos Grimm

Foi já no ‘início’ do século XIX que dois irmãos – "os irmãos Grimm" – se preocuparam em fazer uma espécie de recolha da tradição oral que ‘circulava’ no território que viria a designar-se "Alemanha".


Ora, essa tradição oral tornou-se a ‘fonte’ de algumas histórias – erradamente consideradas "histórias infantis" – que ainda hoje são reproduzidas.


De facto, eram cerca de duas centenas as referidas histórias (ou contos) que ‘ilustravam’ a primeira edição publicada em 1812 como "Branca de Neve", "A Bela Adormecida", "Capuchinho Vermelho", "Hansel e Gretel", "Cinderela", "O Rei Sapo" ou "Rapunzel" (títulos ‘adaptados’ para a língua portuguesa).

25/01/2021

A Batalha de 'Ayn Jalut

A Batalha de ‘Ayn Jalut aconteceu em meados do século XIII perto do Mar da Galileia (na actual Israel).


Ao impedir que a cidade do Cairo sofresse o mesmo destino que Bagdad – ou seja, a invasão pelo exército mongol –, o exército mameluco impediu, ao mesmo tempo, a expansão mongol para Ocidente.

23/01/2021

Imigrantes e expatriados

Num tempo de globalização – que já me parece ser um processo imparável mas que alguns insistem em pretender pôr-lhe um travão… –, duas das palavras com que mais vezes me tenho vindo a deparar são imigrante e expatriado.


Ambas significam, em teoria, que alguém está a viver e a trabalhar longe do país onde nasceu.


Em teoria porque descobri entretanto que, na prática, são palavras utilizadas diferentemente: o texto "Why are white people expats when the rest of us are immigrants?" que o jornal britânico The Guardian publicou digitalmente em Março de 2015 e que foi escrito por Mawuna Remarque Koutonin explicou: "Não será considerada uma expatriada qualquer pessoa que vá trabalhar para lá das fronteiras do ‘seu’ país? Não, a palavra aplica-se exclusivamente a gente de cor branca".


E continua: "os Africanos são imigrantes. Os Árabes são imigrantes. Os Asiáticos são imigrantes. Já os Europeus são expatriados porque não podem estar ao mesmo nível do que outros de outras etnias. São superiores. "Imigrantes" é, assim, um termo ‘aplicado’ apenas às raças inferiores".

Admitindo, evidentemente, que esta diferenciação se deve a uma concepção mental e moral (superioridade e inferioridade) – errada, quanto a mim –, não posso deixar de imputar a maior ‘quota’ na responsabilidade pela perpetuação destas (e de outras…) concepções e preconceitos morais e étnicos a muitos órgãos de comunicação social (e, por extensão, a muitos profissionais do jornalismo, claro) que trabalham as questões da imigração, da emigração (e, enfim, das migrações humanas) bem como a muitos profissionais responsáveis pela elaboração de conteúdos de muitos manuais escolares.


22/01/2021

"O Domingo Sangrento"

Data do dia 9 de Janeiro – ou 22, segundo outras ‘normas’ –, de 1905 o assassinato de cerca de uma centena de pessoas que se manifestavam pacificamente na praça junto ao Palácio de Inverno da cidade russa São Petersburgo.


O "Domingo Sangrento" foi, assim, um dos ‘episódios’ mais violentos da Revolução Russa de 1905.

21/01/2021

Eleição televisiva

Tome-se como exemplo a actual eleição presidencial em Portugal.


Debates entre todos os candidatos e transmitidos em vários canais televisivos.


E ‘recue-se’ algumas dezenas de anos e ‘mude-se’ de país: o país é os Estados Unidos da América e a data é (Setembro) 1960.


Foi exactamente nesta data e neste país que se realizou o primeiro de vários debates entre os candidatos John F. Kennedy e Richard M. Nixon a ser emitido pela televisão.

 

20/01/2021

As 'fontes' da História

 "Fonte histórica".

O que é?

É, precisamente, a expressão que classifica todo e qualquer vestígio que 'testemunha' a presença de indivíduos em épocas passadas e em certos lugares e nos informa sobre as características psicológicas e 'estruturas' mentais desses mesmos indivíduos e sobre quais foram as suas atitudes perante a Sociedade - as suas acções, enfim.

As "fontes históricas" repartem-se, por assim dizer, em documentos escritos e em documentos não escritos.

Existem, no entanto, no Tempo em que estamos a viver, outro tipo de 'suportes' em que esses tipos de documentos se 'manifestam': documentários televisivos, filmes, discos, CD's, a "wikipédia" na "Internet" ou blogues...

19/01/2021

Renascimento e censura

"Não basta ao homem desafiar os mares e ir descobrindo o mundo. As certezas da Idade Média já não o satisfazem. Põe questões, interroga-se a si próprio. E sente, de novo, a alegria de ser homem: seguro da beleza do seu corpo e da força das suas capacidades. Na Antiguidade Clássica procura modelos, inspiração e apoios. Com essa antiga sabedoria renasce um homem novo que nada parece poder deter. Os próprios valores religiosos tradicionais são objecto do seu olhar crítico, do seu desejo de reforma".



Recordo que são estas as exactas palavras que um manual escolar em ‘circulação’ no início da década de 1990 utilizou para descrever o chamado Renascimento europeu que teve lugar nos séculos XV e XVI.


Ora, o lema "Ad fontes" (ou, em português, "Ir ao encontro dos clássicos") era o que norteava o humanismo do Renascimento europeu e Erasmo de Roterdão foi um dos seus maiores vultos.


No entanto, este humanismo renascentista tinha um inimigo poderosíssimo: uma das medidas tomadas pelo Concílio de Trento – que se iniciou em 1545 mas que apenas terminou em 1563 – foi a publicação do Índex.


Assim, a circulação e a leitura de obras de muitos pensadores e homens intelectualmente esclarecidos que pretendiam a erradicação da intolerância e da ignorância foram, pura e simplesmente, proibidas.


Autores como os franceses Voltaire e Rousseau viram títulos seus serem incluídos no Índex bem como o próprio Erasmo – ser amigo do português então considerado herege Damião de Góis terá contribuído para essa censura.