16/04/2021

Um papa e um aiatola

Foi no passado dia 6 do também passado mês que ocorreu um acontecimento que não sucedia desde o século VII: o encontro entre um papa – representante da Igreja Católica Apostólica Romana – e um aiatola (ou "ayatollah") – representante do ‘ramo’ Xiita do Islamismo (no Iraque).


No caso, o papa Francisco e o aiatola Ali al-Sistani.

15/04/2021

O Édito de Tessalónica

Foi ‘através’ do Édito de Tessalónica (que foi promulgado no ano 380 da chamada era cristã) que o Cristianismo deixou de ser uma seita perseguida para ser a religião oficial do Império Romano.

14/04/2021

Pulitzer: o homem e o prémio

Talvez não erre por muito se disser que todos aqueles que fazem do Jornalismo, das Artes e das Letras a sua profissão – e, acredito, a sua vida... – nos Estados Unidos da América (EUA) acalentam a esperança de serem, um dia, galardoados com o Prémio Pulitzer.


Mas porquê essa designação?


Ora, ela tem a ver com Joseph Pulitzer, nascido na Hungria em 1847 mas que viveu nos EUA e aí se tornou jornalista e editor de jornal. O seu nome tornou-se, enfim, sinónimo de excelência profissional.

13/04/2021

O "genocídio"

Ainda há dias aqui escrevi sobre genocídio. Mas o que significa, exactamente, esta palavra e, já agora, qual é a sua origem?


A palavra genocídio foi utilizada pela primeira vez pelo advogado polaco Raphäel Lemkin no livro "Axis Rule in Occupied Europe" (publicado em 1944). Formada a partir da junção do prefixo grego genos (que significava raça ou tribo) com o sufixo latino cida (que significava matança), Lemkin recorreu ao termo genocídio não apenas para caracterizar a atitude das autoridades nacionais-socialistas ("nazis") da Alemanha perante o povo judeu – o Holocausto – mas, também, para qualificar várias acções perpetradas em diversos momentos da história humana.


Lembro, apenas, que o "genocídio" foi reconhecido como crime pela lei internacional logo em 1946 através da assembleia-geral da Organização das Nações Unidas.

12/04/2021

Gagarin, Tereshkova e Eichmann

O cosmonauta russo Yury Gagarin foi o primeiro ser humano a ‘viajar’ para o espaço.


Fê-lo em 12 de Abril de 1961.


Por seu ‘lado’, a também cosmonauta natural da Rússia Valentina Tereshkova – como, de resto, já aqui o escrevi – tornou-se na primeira mulher a ‘viajar’ para além do planeta Terra.


No dia 16 de Junho de 1963.


***


11 de Abril de 1961.


Começou nesse dia, em Jerusalém, o julgamento de Adolf Eichmann. Um dos responsáveis pela implementação da Solução Final.


Raptado na Argentina (para onde fugira após ter escapado de um campo para prisioneiros de guerra) por agentes da Mossad, a "secreta" de Israel, o seu julgamento terminaria oito meses depois com a única condenação à morte alguma vez imposta por um tribunal do estado judaico.

10/04/2021

A ilusão e fantasia de Eça

O escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde disse um dia que a "ilusão é o primeiro de todos os prazeres".


Já o (‘grande’) escritor português Eça de Queiróz, contemporâneo daquele, escreveu o seguinte: "Sobre a nudez forte da Verdade o manto diaphano da phantasia" (palavras que, lembro, constituem a epígrafe do romance "A Relíquia" e ‘ilustram’ uma escultura da autoria de Teixeira Lopes localizada no Largo Barão de Quintela, em Lisboa).


Ora, talvez a literatura de ficção mais não seja do que isso mesmo: ilusão e fantasia...

09/04/2021

Tucídides e a armadilha

Foi através do livro "Destined for War" (publicado em 2017) escrito pelo cientista político e professor universitário Graham Allison que foi popularizada a expressão "armadilha de Tucídides".


Segundo a teoria subjacente a esta expressão, a guerra é inevitável quando uma potência emergente pretende destruir a ordem mundial (a que junto as ordens regional e local) – mantida pela potência hegemónica.


Mas quem foi Tucídides?


Foi um historiador grego que viveu há dois mil e quinhentos anos e que, por exemplo, escreveu a "História da Guerra do Peloponeso": a guerra entre as cidades-estado Atenas e Esparta havia sido inevitável devido ao medo desta última do ‘crescimento’ do poder ateniense, argumentou.