Foi
em Abril de 2011 que as autoridades políticas da Etiópia decidiram,
unilateralmente, desviar o curso de uma ‘parte’ do rio Nilo para
‘encher’ aquele que seria, no final de 2022, o maior complexo
hidroeléctrico de África.
Decisão
que, naturalmente, não foi do agrado, por exemplo, das autoridades
egípcias.
Tal
decisão não foi, no entanto, nova, nem sequer original pois, por
outros motivos, claro está, já Afonso de Albuquerque, na sua função
de vice-rei da/na Índia do chamado Império Português, havia
solicitado ao rei D. Manuel I que lhe enviasse os cabouqueiros que
então estavam a construir as levadas
(os
canais para ‘conduzirem’ água) na
ilha da Madeira para
que desviassem, na referida Etiópia, o curso do rio Nilo para,
assim, deixarem o Egipto depauperado de recursos hídricos – seca –
e, depois, para Portugal poder dominar sozinho o comércio com o
Oriente.
Proposta
que, lembro, nunca ‘avançou’.