09/06/2021

Não chegou a ser cunhado

Foi em 1930 que, como tantos outros alemães, Hans Fegelein se alistou no Partido Nacional Socialista alemão. O partido "nazi".

E foi progredindo na hierarquia do partido: chegou a ser "ajudante" de Heinrich Himmler, o todo-poderoso chefe das SS ("Schutzstaffel").

Quando Himmler, pressentindo a derrota alemã – na II Guerra Mundial – tentou negociar com as potências aliadas às ‘escondidas’ de Adolf Hitler, deixou de ser "fiel" e passou a ser "traidor": Hitler mandou prendê-lo (e a Fegelein também, por ‘arrasto’).

Ora, Himmler logrou escapar mas Fegelein não.

Preso, terá sido executado por deserção já que tentava fugir quando foi capturado.

Só que havia entretanto casado com Gretl Braun, a irmã de Eva Braun – supostamente, a amante de Hitler: os apelos para evitar a execução não surtiram qualquer ‘efeito’ e Fegelein terá mesmo acabado por ser executado em Abril de 1945.

Cerca de duas horas após a sua morte, Adolf Hitler casou com Eva Braun (terão estado casados cerca de quarenta horas antes de ambos terem, supostamente, cometido suicídio).

08/06/2021

O vírus de Marburg

Foi também em Agosto mas de 1967 que vários trabalhadores laboratoriais nas cidades alemãs Marburg e Frankfurt e em Belgrado (na então Jugoslávia) foram infectados com um agente patogénico (um vírus) até então desconhecido mas como origem em África (tendo mesmo alguns desses trabalhadores infectados falecido).

Ora, foi precisamente em Marburg que tal vírus foi identificado.

07/06/2021

Os EUA já não querem comprar a Gronelândia

O actual secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, confirmou recentemente que os Estados Unidos da América (EUA) já não estavam interessados em comprar a Gronelândia, território governado pela Dinamarca.

Recordo que a vontade que tal transacção se viesse a concretizar havia sido formulada apenas pelo potencial comprador, a chamada administração Trump (‘encabeçada’ pelo presidente Donald Trump), em Agosto de 2019 e que a última "grande compra territorial" pelos EUA foi a da terra que se viria a denominar "Alasca", à Rússia, em 1867. E ainda que esse território viria a tornar-se, depois, no estado norte-americano territorialmente mais extenso.

05/06/2021

O Lar dos Veteranos Militares de Runa

Runa, desde há alguns anos ‘parte’ da "União de Freguesias de Dois Portos e Runa" (localizada no concelho de Torres Vedras, distrito de Lisboa), acolhe actualmente o "Centro de Apoio Social" do "Instituto de Ação Social das Forças Armadas".

Ou seja, a designação contemporânea do antigo Lar dos Veteranos Militares.

Iniciaram-se as obras para a construção do edifício que albergava esse Lar em 1792 numa quinta que D. Maria Francisca Benedita – ou Maria Benedita de Bragança (se assim for, não confundir com Maria Ana de Bragança, a mulher de Guilherme IV, grão-duque do Luxemburgo), filha do rei D. José I e irmã de Maria I (que viria a reinar com o nome D. Maria I, possuía em Runa.

Embora tivesse acompanhado a Família Real para o Brasil em 1807, conseguiu enviar dinheiro regularmente pelo que as obras nunca cessaram.

O edifício acabou, assim, por ser inaugurado em 1827.

04/06/2021

Um 'banho de sangue' chinês (ou talvez não)

Antecipando em alguns meses o derrube do Muro de Berlim e a consequente “passagem” para a Democracia dos países do chamado Bloco de Leste, milhares de estudantes reuniram-se na praça Tiananmen (em Pequim, China) para expressarem, perante as autoridades políticas do país, a sua vontade por “reformas”.

Ora, tal manifestação terminou num ‘banho de sangue’: as ‘fontes’ oficiais contabilizaram, depois, cerca de trezentas vítimas mortais.

Outras ‘fontes’, porém, reportaram milhares.

Creio – como tantas vezes tem acontecido – que o número exacto nunca se saberá.

Mas, talvez, nesse momento, a cor vermelha da bandeira chinesa pudesse representar, a par da Revolução Comunista, o sangue vertido pelas vítimas desse e de outros acontecimentos.

 



 Fotografia: Jeff Widener


post scriptum: esta é a história oficial. Porém, um artigo publicado pela edição "online" do jornal inglês "Daily Telegraph" em 2011 da autoria do jornalista Malcolm Moore afirmou, peremptoriamente, citando informações confidenciais provenientes da embaixada dos Estados Unidos da América em Pequim, a capital chinesa, que tal massacre nunca ocorreu...


03/06/2021

As cáfilas de Portugal

"Cáfilas".

Não as cáfilas que se referem pejorativamente a um grupo de indivíduos.

Nem sequer as cáfilas de mercadores que cruzavam o continente africano, nem, ainda, as da antiga Rota da Seda.

Refiro-me, sim, às cáfilas enquanto caravanas marítimas – ou "comboios marítimos" –, geralmente escoltadas que, tendo um cariz mercantil, percorriam o oceano Índico aquando da existência de entrepostos aí controlados pelo Estado português no século XVI.

02/06/2021

O Conde de Cantanhede e o Marquês de Abrantes

A distância quilométrica entre Cantanhede (no distrito de Coimbra) e Abrantes (no distrito de Santarém) é menor do que a mesma distância entre Elvas (no distrito de Portalegre) e Lisboa.

Mas é precisamente na cidade alentejana que podemos encontrar a "Avenida Conde de Cantanhede" bem como a "Calçada Marquês de Abrantes" na capital Lisboa.

Ora, "Conde de Cantanhede" foi um título atribuído pelo rei D. Afonso V a D. Pedro de Meneses, em 1479.

Já o título "Marquês de Abrantes" foi concedido a D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Meneses – desconheço se existiu entre este e o antecedente algum ‘grau’ de parentesco – pelo rei D. João V em 1718.

Recordo, de resto, que o "Marquês de Abrantes" teve como habitação permanente o Palácio de Santos, também em Lisboa (onde se encontra actualmente sediada a embaixada de França em Portugal), e, ainda, que mandou construir na "primeira metade" do século XVIII em Alcântara (ainda em Lisboa) uma espécie de "casa de férias"...