Depois
de negociações que consumiram muito tempo, as autoridades francesas
vão restituir às do Benim – país africano que esteve sob o jugo
colonial de França – ‘perto’ de uma trintena de obras que se
encontram num espaço museológico no país europeu.
São,
na verdade, objectos que foram roubados e que permitirão aos
naturais daquele país de África conhecer um pouco melhor a cultura
legada pelos seus antepassados e fortalecer, assim, a sua própria
identidade cultural.
Acto
necessário e justo.
Mas,
o que não era "necessário", nem "justo", e
que aconteceu, era
a colocação à venda, por uma leiloeira privada, no mesmo país
europeu que restituiu peças que haviam sido roubadas, de objectos
provenientes do México.
Mais
uma vitória do comércio ilegal de objectos do património histórico
dos países.
De
alguns, claro.
Lamentável.