29/11/2021

"1984" e o passado, o presente e o futuro

"Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado".


"Slogan" do partido político ‘protagonista’ na obra "1984", de George Orwell

28/11/2021

Munch e a casa que merece

Oslo não é apenas mais uma capital da Escandinávia (uma sub-região da chamada "Europa do Norte").

É, também, uma cidade onde há muito para ver e muito para apreciar (como em muitas, aliás).

Por exemplo, o museu "MUNCH".

Embora existisse desde a década de 1960 um espaço museológico dedicado a Edvard Munch e à sua obra, um novo local – "a casa que merece" – nasceu há pouco menos de um mês.

 

 

"O Grito": a pintura mais divulgada de Edvard Munch.

 

27/11/2021

A família real no Brasil

"Tenho procurado por todos os meios possíveis conservar a neutralidade de que até agora têm gozado os meus fiéis e amados vassalos e apesar de ter exaurido o meu Real Erário, e de todos os sacrifícios a que me tenho sujeitado, chegando ao excesso de fechar os portos dos meus reinos aos vassalos do meu antigo e leal aliado, o rei da Grã-Bretanha, expondo o comércio dos meus vassalos à total ruína, e a sofrer por este motivo grave prejuízo nos rendimentos de minha Coroa. Vejo que pelo interior do meu reino marcham tropas do Imperador dos franceses e querendo eu evitar as funestas consequências que se podem seguir de uma defesa, que seria mais nociva que proveitosa, servindo só de derramar sangue em prejuízo da humanidade, tenho resolvido, em benefício dos mesmos meus vassalos, passar com a Rainha minha senhora e mãe, e com toda a real família, para os Estados da América, e estabelecer-me na Cidade do Rio de Janeiro até a paz geral".



D. João VI, rei de Portugal, em decreto assinado em 26 de Novembro de 1807

26/11/2021

Restituição, primeiro. Leilão, em seguida

Depois de negociações que consumiram muito tempo, as autoridades francesas vão restituir às do Benim – país africano que esteve sob o jugo colonial de França – ‘perto’ de uma trintena de obras que se encontram num espaço museológico no país europeu.

São, na verdade, objectos que foram roubados e que permitirão aos naturais daquele país de África conhecer um pouco melhor a cultura legada pelos seus antepassados e fortalecer, assim, a sua própria identidade cultural.

Acto necessário e justo.

Mas, o que não era "necessário", nem "justo", e que aconteceu, era a colocação à venda, por uma leiloeira privada, no mesmo país europeu que restituiu peças que haviam sido roubadas, de objectos provenientes do México.

Mais uma vitória do comércio ilegal de objectos do património histórico dos países.

De alguns, claro.

Lamentável.

25/11/2021

Com Eça, sem (des)ilusões

Assinala-se hoje (entre muitas outras ‘coisas’, claro) o nascimento, em 1845, de Eça de Queirós.

Que foi, na minha opinião, um dos ‘maiores’ autores da literatura feita em língua portuguesa.

Porque, ‘simplesmente’, percebeu a "alma" de quem, feliz ou infelizmente, nasceu português.

Aproveito, pois, para citar a filósofa e socióloga Maria Filomena Mónica (mais concretamente, o que afirmou numa entrevista que o jornal "Diário de Notícias" publicou no passado dia 18 de Outubro de 2021): "Com Eça de Queirós nunca tive, não tenho e nunca terei desilusões".

 

 

Eça de Queirós.

 

 

 

 

24/11/2021

A Religião e o "significado na vida"

O Brasil é o país "mais católico" no mundo: ou seja, o país da América do Sul é aquele que, de todos os países existentes no mundo, tem uma maior percentagem da população que nele vive a acreditar na fé católica.

Ora, o México é o segundo.

Por razões sobretudo históricas…

No entanto, de acordo com os resultados de um ‘estudo’ levado a efeito pelo norte-americano "Pew Research Center", são os norte-americanos – ‘seguidos’ dos neozelandeses, australianos e outros que não brasileiros, nem mexicanos – quem mais refere a Religião como uma espécie de fonte de "significado" na vida.

23/11/2021

Os Países Baixos e a Indonésia

O presidente da República da Indonésia (arquipélago localizado no Sudeste asiático), Joko Widodo, declarou recentemente que os mais de trezentos anos sob a dependência colonial – da Holanda (ou Países Baixos) – tiveram como ‘efeito’ no povo indonésio, também, uma espécie de sentimento de inferioridade étnica e de baixa auto-estima.

Estaria errado?