Assinala-se hoje, 21 de Março de 2022, o "Dia Mundial da Poesia".
Ora, desde há muitos anos - mais do que aqueles que passaram já desde a proposta da UNESCO para a celebração neste dia (em 1999, por sinal) - que Portugal se autoproclama "país de poetas".
No entanto, segundo um estudo publicado há alguns dias pela Fundação Calouste Gulbenkian, a "percentagem de inquiridos portugueses [que, lembro, foram dois mil] que, no último ano, não leram qualquer livro impresso (61%) é francamente superior"...
Ora, as questões que, agora, penso ser oportuno 'colocar' são estas: é uma amostra de duas mil pessoas representativa da população portuguesa (que se não esqueça, porém, a população de origem não portuguesa) actual que 'conta' cerca de dez milhões de indivíduos? E, a ser, até que 'ponto' o facto de se ler poucos livros (que se não esqueça, também, a existência da rádio, da televisão, da "Internet" e de jornais, por exemplo) impede a existência do referido "país de poetas"?