24/03/2022

Duelo operático

Já aqui escrevi sobre o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart mas nunca sobre o seu "companheiro de ofício" o compositor alemão Ludwig van Beethoven.

Efectivamente, enquanto o austríaco conseguiu compor mais de uma vintena de óperas, o alemão apenas o fez por uma vez (com a ópera "Fidelio", precisamente).

23/03/2022

O passado francês de "Detroit" e da "Louisiana"

Se a cidade de "Detroit" (nos Estados Unidos da América) foi fundada por um explorador francês cujo apelido era "Cadillac", também a extensa porção de terra a que actualmente corresponde o nome "Louisiana" foi descoberta por outro explorador francês e nomeada em homenagem ao então monarca do país europeu, Luis XIV.

22/03/2022

Poesia, água e naus

Tendo-se ontem assinalado o "Dia Mundial da Poesia" e assinalando-se hoje o "Dia Mundial da Água", parece-me oportuno 'associar' aqui no blogue "poesia" e "água".

Assim, espero que seja também oportuno recordar um poema escrito por António Gedeão - o "poema da malta das naus"...


"Lancei ao mar um madeiro,

espetei-lhe um pau e um lençol.

Com palpite marinheiro

medi a altura do Sol.


Deu-me o vento de feição, 

levou-me ao cabo do mundo,

pelote de vagabundo,

rebotalho de gibão.


Dormi no dorso das vagas,

pasmei na orla das praias,

arreneguei, roguei pragas,

mordi peloiros e zagaias.


Chamusquei o pêlo hirsuto,

tive o corpo em chagas vivas,

estalaram-me as gengivas, 

apodreci de escorbuto.


Com a mão esquerda benzi-me,

com a direita esganei.

Mil vezes no chão, bati-me,

outras mil me levantei.


Meu riso de dentes podres

ecoou nas sete partidas. 

Fundei cidades e vilas,

rompi as arcas e os odres.


Tremi no escuro da selva,

alambique de suores.

Estendi na areia e na relva

mulheres de todas as cores.


Moldei as chaves do mundo 

a que outros chamaram seu,

Mas quem mergulhou no fundo 

do sonho, esse, fui eu.


O meu sabor é diferente. 

Provo-me e saibo-me a sal.

Não se nasce impunemente 

nas praias de Portugal.".




21/03/2022

Portugal: um "país de poetas"?

Assinala-se hoje, 21 de Março de 2022, o "Dia Mundial da Poesia".

Ora, desde há muitos anos - mais do que aqueles que passaram já desde a proposta da UNESCO para a celebração neste dia (em 1999, por sinal) - que Portugal se autoproclama "país de poetas".

No entanto, segundo um estudo publicado há alguns dias pela Fundação Calouste Gulbenkian,  a "percentagem de inquiridos portugueses [que, lembro, foram dois mil] que, no último ano, não leram qualquer livro impresso (61%) é francamente superior"...

Ora, as questões que, agora, penso ser oportuno 'colocar' são estas: é uma amostra de duas mil pessoas representativa da população portuguesa (que se não esqueça, porém, a população de origem não portuguesa) actual que 'conta' cerca de dez milhões de indivíduos? E, a ser, até que 'ponto' o facto de se ler poucos livros (que se não esqueça, também, a existência da rádio, da televisão, da "Internet" e de jornais, por exemplo) impede a existência do referido "país de poetas"?

19/03/2022

Esconder o pensamento

"A fala foi dada ao Homem para que este pudesse esconder os seus pensamentos"



Charles Maurice De Talleyrand-Périgord, estadista e diplomata francês, 1754-1838

18/03/2022

O "Complexo de Édipo"

O "Complexo de Édipo" constitui para Sigmund Freud - neurologista austríaco que viveu entre 1856 e 1939 e que fundou a psicanálise - uma situação pela qual todos os seres humanos têm que 'passar' e que consiste, essencialmente, na atracção física de uma criança (com uma idade compreendida entre os três e os cinco anos) pelo progenitor do sexo oposto e por um duplo sentimento em relação ao progenitor do mesmo sexo: afecto e hostilidade. 

Ora, segundo o cientista, todos os seres humanos teriam, também, que 'ultrapassar' o dito complexo pois, se não, tornar-se-iam meros neuróticos.

17/03/2022

"Vanadium" e "Thorium"

Podem encontrar-se na "Tabela Periódica" os elementos químicos "Vanadium" e " Thorium".

Ora, a designação "Vanadium" deriva do nome "Vanadis", denominação utilizada pela antiga língua usada na Europa Setentrional para designar a deusa escandinava "Freyja".

Já a designação "Thorium" deriva do nome "Thor", o deus da Guerra na então referida Escandinávia.