26/09/2022
Assassínios políticos
Spencer Perceval foi, até ao presente momento, o único primeiro-ministro inglês (governou entre 1809 e 1812) a ser assassinado: as últimas palavras que proferiu terão sido, com efeito, "fui assassinado".
Mas foram outras as palavras que, mais de um século depois (em 1918), um político português balbuciaria ao sofrer precisamente o mesmo destino - assassinado a tiro: o presidente da República Sidónio Pais.
Palavras imbuídas de uma espécie de preocupação patriótica ausente, na minha opinião, das acima citadas: "morro bem, salvem a pátria"...
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25/09/2022
O presidente e o aeroporto
Não sou, feliz ou infelizmente, um "perito" em viagens pelo que não tenho a certeza de que o aeroporto de "LaGuardia" (nos Estados Unidos da América) seja uma opção para quem viaja a partir de Portugal.
Embora esta infra-estrutura 'sirva' a Área Metropolitana de Nova Iorque, acolhe principalmente voos internos (por assim dizer).
Mas, opção ou não, certo é que o nome deste aeroporto - "LaGuardia" - tem origem no nome de um presidente da câmara (ou "mayor", em língua inglesa) de Nova Iorque no século XX - na primeira 'metade' desse século: Fiorello La Guardia.
24/09/2022
Quem são os "europeus"?
Quem quer que tivesse visto a exposição "Exílios, fluxos migratórios e solidariedade" que esteve patente no "Arquivo Nacional Torre do Tombo" terá lido - como eu - a seguinte observação: "Para os europeus, uma das questões mais importantes e controversas dos últimos anos tem sido o recrudescimento das migrações, tanto de dentro como de fora do continente".
Mas quem serão os "europeus" a que se refere este excerto?
Aqueles que são naturais de um país localizado no continente europeu?
Ou aqueles que são naturais de um país membro da "União Europeia" (U. E.)?
Ou aqueles que, não sendo naturais nem de um país europeu, nem de um país membro da dita U. E., nele a habitam?
E serão esses "europeus" os jovens, os adultos ou os 'seniores'?
Ou serão aqueles com um rendimento económico elevado - os "ricos"?
Ou os "pobres"?
Ou os com maiores habilitações académicas?
Ou os com menores?
Ou...
23/09/2022
O "Quinto" do Brasil
Encontrei no passado dia 7 de Setembro o seguinte comentário acerca do dia da independência do Brasil: "Há 200 anos, o Brasil se tornou independente de Portugal. Deixamos de ser colônia para sermos explorados por uma cleptocracia local. Portugal cobrava o Quinto. Hoje, o Estado fica com 2 Quintos de tudo o que produzimos".
Ora, ainda que não pretenda fazer quaisquer juízos de valor a esta opinião, quero sim abordar o "Quinto".
Efectivamente, o "Quinto" - vinte por cento - referido correspondia à exacta quantidade de ouro descoberto no Brasil, precisamente, que tinha que ser obrigatoriamente entregue ao Estado português (à Coroa, que era 'encabeçada' por D. João V).
22/09/2022
A Cultura e a Liberdade
"Cultura e liberdade identificam-se: sem cultura não pode haver liberdade, sem liberdade não pode haver cultura".
Bento de Jesus Caraça (1901-1948), professor e divulgador científico português
21/09/2022
O entusiasta do "cavalo de ferro"
Não penso que seja necessário ser-se uma espécie de "especialista" na Língua Portuguesa para perceber que esta tem vindo a incorporar vocábulos oriundos de outros dialectos.
Como "feedback", "marketing", "net" ou "e-mail", por exemplo.
Mas não a palavra "ferroequinologist", por exemplo também.
Ora, "ferroequinologist" é uma palavra anglo-saxónica formada a partir das palavras latinas "ferrum" ("ferro") e "equus" ("cavalo").
Ou seja, um "cavalo de ferro".
Sendo que "cavalo de ferro" foi uma expressão 'cunhada' no 'início" do século XX para designar o "Comboio", uma/um "ferroequinologist" foi (e é) o termo utilizado para identificar uma/um "fã" do "Comboio".
20/09/2022
A China e o Japão: governos e povos
Assinala-se no corrente mês o meio século do estabelecimento de relações políticas e diplomáticas entre a China e o Japão.
"Normalização" ao nível de Estados, efectivamente.
No que concerne, no entanto, às relações entre povos, talvez essa "normalização" não tenha (ainda?) sido estabelecida: autoridades policiais de uma cidade chinesa detiveram em Agosto passado (em 2022) uma cidadã pelo facto de trajar um quimono - peça de vestuário de origem japonesa - e tal poder originar "problemas".
Recordo, por exemplo, que uma das razões por que as autoridades chinesas permitiram, a partir do século XVI, o estabelecimento de portugueses em Macau foi a assumpção destes de um 'papel' de intermediação no movimento de trocas comerciais entre a China e o Japão...
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