14/10/2022
Ariès e a Morte
Escreveu o historiador francês Philippe Ariès (que viveu entre 1914 e 1984) em "Sobre a História da Morte no Ocidente" (publicado pelas "Edições Teorema" em 1989) o seguinte: "Algures, na zona da morte nova e moderna, procura-se reduzir a um mínimo decente as operações inevitáveis destinadas a fazer desaparecer o corpo. Importa antes de mais que a sociedade, os amigos, a vizinhança, os colegas, as crianças se apercebam o menos possível da passagem da morte. Se algumas formalidades se mantêm e se uma cerimónia continua a assinalar a partida, devem ter um carácter discreto e evitar todo o pretexto para qualquer emoção: por isso as condolências à família são agora suprimidas no final dos serviços de enterramento. As manifestações aparentes de luto estão condenadas e em vias de extinção. Já não se enverga vestuário escuro, já não se adopta uma aparência diferente da de todos os dias. Um desgosto demasiado visível não inspira piedade mas repugnância; é um sintoma de desarranjo mental ou de má educação; é mórbido".
13/10/2022
O "Concílio Vaticano Segundo"
"São Pedro" é habitualmente considerado como o primeiro papa (do Catolicismo, pois).
Depois dele mais de duzentos e cinquenta 'papas' foram já entronizados (até 13 de Outubro de 2022, evidentemente).
Ora, um dos papados mais populares (ou não, consoante a perspectiva adoptada) foi o exercido pelo papa "João XXIII" (Angelo Roncalli de seu nome) - entre 1958 e 1963.
Talvez por ter sido o 'promotor' do "Concílio Vaticano Segundo"*, uma espécie de tentativa de 'abertura' da Igreja Católica Apostólica Romana ao tempo de então - ao "espírito da época", dir-se-ia.
Terá conseguido?
* Recordo que o "Concílio Vaticano Primeiro" se realizou entre 1869 e 1870 sob os auspícios do papa "Pio IX".
12/10/2022
O avistamento de Colombo
"12 de Outubro".
Dia feriado nos Estados Unidos da América, por exemplo.
Efectivamente, foi em 12 de Outubro de 1492 que um navio da armada de Cristóvão Colombo avistou terra - as actuais "Bahamas", por sinal.
Avistamento que, evidentemente, influenciou a história da Humanidade.
Até hoje.
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11/10/2022
Para nós e para os outros
"O que fazemos para nós mesmos morre connosco. O que fazemos para os outros e para o mundo, permanece e é imortal".
Albert Pine (?-1851), escritor inglês
10/10/2022
Gandhi e a hipocrisia
Eis o que há dias encontrei no "feed" de uma rede social que utilizo regularmente:
"7 erros da Humanidade que originam Violência:
por Mahatma Gandhi
1. Riqueza sem Trabalho
2. Prazer sem Consciência
3. Conhecimento sem Carácter
4. Negócio sem Moral
5. Ciência sem Humanidade
6. Fé sem Sacrifício
7. Política sem Ética".
Ora, perante estas "belas" palavras creio ser justo 'dedicar' especialmente ao adepto da não-violência Mahatma Gandhi - embora muitos outros na referida "Humanidade" dele pudessem apropriar-se também - um pequeníssimo conjunto de frases: foi em 2018 que a Universidade do Gana (país de África) mandou retirar uma estátua de Gandhi aí instalada já que Gandhi fez, entre 1893 e 1915 (enquanto "advogado" a trabalhar na África do Sul) inúmeras referências - escritas e verbais - de índole racista para com a população autóctone ("negra", se se preferir)...
09/10/2022
Que fim?
No programa televisivo "Prós e Contras" subordinado ao ‘tema’ "Os minutos que aí vêm" que foi emitido pelo canal 1 da RTP no passado dia 16 de Dezembro de 2019, D. Manuel Linda, bispo do Porto, disse, entre muitas outras ‘coisas’, claro, o seguinte: "Seria, de facto, dramático que nós [os seres humanos] tivéssemos sido criados para [nos] desfazermos em nada. Custa-me a acreditar".
No entanto, o livro do Génesis – 3:19 – refere o seguinte: "Só à custa de muito suor conseguirás arranjar o necessário para comer, até que um dia te venhas a transformar de novo em terra, pois dela foste formado. Na verdade, tu és pó e em pó te hás-de transformar de novo".
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08/10/2022
A localidade e o título
Quando estava, há dias, a ler um texto encontrei o nome de uma localidade situada no interior de um estado norte-americano ("New Jersey"): "Parsippany".
Ora, se, evidentemente, tal nome é como qualquer outro, reconheço que quando com ele me deparei o primeiro pensamento que me assomou à mente se 'vestiu' com o título de um livro escrito pelo autor moçambicano Mia Couto: "A Varanda do Frangipani"...
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