26/10/2022

"sucessão", "secessão" e "sedição"

Ainda ontem aqui escrevi sobre um conflito - uma "guerra" - a propósito de uma "sucessão". De facto, "sucessão" tem a ver com "suceder" a uma determinada pessoa ou entidade (um "governo", por exemplo). Aproveito, já agora, para lembrar que "secessão" significa "separar-se" numa dada situação (a "Guerra Civil Americana", disputada entre 1861 e 1865, por exemplo) enquanto que a "sedição" mais não é (por assim dizer) do que um "pronunciamento" (ou "revolta") da população (ou parte dela) de um país, por exemplo.

25/10/2022

O "Rochedo"

Ocupando uma superfície de quase sete quilómetros quadrados, Gibraltar tem sido, historicamente, identificado como o "ponto geográfico localizado mais a Sul na Península Ibérica" (e, portanto, na "Europa Ocidental"): são, efectivamente, cerca de vinte e quatro os quilómetros que separam o território de Marrocos. A soberania de Gibraltar não é, porém, pertença de Espanha mas sim do Reino Unido. Foi, de facto, em Agosto de 1704 que a Grã-Bretanha tomou posse daquele que havia sido um dos "pilares de Hércules": a morte do rei espanhol Carlos II (que não 'deixou' descendência) encarniçou a disputa pela posse do "Império Espanhol". E, claro, o envolvimento de apoios consoante os interesses momentâneos. Tal deu origem a um conflito: a "Guerra da Sucessão de Espanha". Ora, Espanha e a Grã-Bretanha ficaram em lados opostos da "barricada". E dada a superioridade militar (em 'termos' navais, por exemplo) dos britânicos, acabou por ser assinado um tratado o "Tratado de Utrecht" - após as hostilidades (que, lembro também, se 'estenderam' de 1701 a 1714) que veio, por exemplo, legitimar e confirmar a posse inglesa do "Rochedo" (designação de Gibraltar).

24/10/2022

Hegel e a História

Foram estas algumas das palavras que o filósofo alemão Georg Friedrich Hegel (que viveu entre 1770 e 1831) escreveu (na língua alemã, evidentemente): "O único ensinamento que obtemos com a História é o de que nada aprendemos com ela". Estaria (ou "está") errado?

23/10/2022

"vis-à-vis"

Não é nada raro encontrar a expressão "vis-à-vis". Mas o que significa? Proveniente do latim, esta expressão acabou por ser apropriada por por várias línguas como a francesa e a inglesa e significa, literalmente, "face-a-face" (ou "olhos-nos-olhos"...).

22/10/2022

"Lilliput"

A introdução de um programa radiofónico emitido em Portugal contém as tentativas feitas por uma criança para soletrar a palavra "lilliput". Ora, se nada pretendo acrescentar face às hipotéticas explicações de tais dificuldades fonéticas, o mesmo não poderei dizer em relação a essa mesma palavra. Efectivamente, "Lilliput" é uma ilha imaginada pelo escritor anglo-irlandês Jonathan Swift para o seu "As Viagens de Gulliver" (publicado em 1726).

21/10/2022

O "cruzado Osberno"

Assinalaram-se no passado dia 15 de Outubro (de 2022) cem anos do nascimento da escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís. Ora, um dos escritos da autora foi "Crónica do Cruzado Osberno". Apesar de nunca ter lido essa obra nem ter, "nem de perto, nem de longe", a craveira intelectual de Agustina, permitir-me-ia a extravagância de alterar aquele título - "Crónica ao Cruzado Osberno" - já que Osberno terá sido 'somente' o destinatário do relato da conquista de Lisboa aos mouros em 1147. Aproveito também para recordar que os "cruzados" eram os indivíduos que, partindo de vários reinos europeus em campanhas mais ou menos organizadas - "expedições"... -, se deslocavam à "Terra Santa" - a Israel e à Palestina actuais - para lutar com os muçulmanos e daí os expulsar.

20/10/2022

Ainda "D'Artacão"

Li hoje que faleceu na passada segunda feira Claudio Biern Boyd, criador de bandas desenhadas que foram poteruiormente adaptadas para o suporte televisivo. Bandas desenhadas como "D’Artacão e os três Moscãoteiros" (que a RTP emitiu em Portugal durante a década de 1980). Ora, a republicação do texto que publiquei aqui no blogue em 5 de Abril de 2021 é a minha forma de homenagear o seu trabalho: "Recordo-me de um professor de História me ter confidenciado – e a todos os meus colegas de turma, claro – que o seu interesse pela História havia sido ‘despertado’ pelo visionamento da série de animação "D’Artacão e os três Moscãoteiros" (emitida pela RTP na década de 1980). Série baseada na obra escrita pelo autor francês Alexandre Dumas "Les Trois Mousquetaires" (ou, em português, "Os Três Mosqueteiros"), publicada em 1844. Ora, segundo podia ouvir-se no genérico desta série de animação, "o seu lema [dos referidos Moscãoteiros] é "Um por todos e todos por um"". A verdade, porém, é que a divisa dos Mosqueteiros era "Por onde passa, semeia a morte"…".