08/12/2022

Outro traidor

Ainda ontem aqui escrevi sobre alguém considerado judicialmente como "traidor". Hoje faço-o novamente. Mas sobre outra pessoa: Pierre Laval. Ora, depois da ocupação alemã – em Junho de 1940 –, um armistício assinado entre França e a Alemanha veio como que dividir a França politicamente em duas áreas: uma sob a ocupação directa da ‘máquina’ militar germânica e uma ‘livre’ (sob a supervisão alemã, claro). O principal ‘rosto’ desta "França livre" (estabelecida em Vichy) foi o marechal Philippe Pétain. Que teve em Pierre Laval o principal organizador e executante das políticas colaboracionistas. Embora a História seja sempre pontuada de pequenas histórias, creio não errar se resumir da seguinte maneira o fim do regime de Vichy e de Laval: aquele ‘caiu’ logo que os Alemães foram derrotados em França (e, progressivamente também, claro, no continente europeu) e Pierre Laval, preso e considerado culpado de traição à França, condenado à morte.

07/12/2022

Um traidor norueguês

"Traidor"! É este o sinónimo do nome "Vidkun Quisling". Com efeito, Quisling foi um militar e também membro de um governo norueguês na década de 1930. Após se ter demitido das suas funções executivas, Quisling formou um novo partido político no quadro partidário da Noruega: de inspiração fascista, o "Nasjornal Samling" (ou "União Nacional", na tradução portuguesa). Já depois de ter início aquela que viria a ser designada "Segunda Guerra Mundial", num encontro com o dirigente alemão Adolf Hitler, Quisling sugeriu a ocupação alemã da Noruega. Que, lembro também, aconteceria em Abril de 1940. Ora, Quisling aproveitou a ocasião para representar o "Reich" mas depois da libertação da Noruega (já na Primavera de 1945), foi, sucessivamente, preso, julgado, considerado "traidor" e executado.

06/12/2022

Portugal e a "suástica"

Dada a real impossibilidade de, primeiro, poder contrariar – ou não – as palavras e os conceitos ilustrados na fotografia abaixo exposta em virtude da minha incapacidade académica e, depois, de ter a veleidade de transmitir quaisquer argumentos num "texto de blogue", limito-me a referir que o autor da afirmação documentada fotograficamente desenhou, no contexto em causa, a cruz gamada erradamente…

05/12/2022

A Guerra e a vivissecção

O passado continua a 'assombrar' as relações políticas e económicas entre a China e o Japão. Entre Estados, portanto. Mas também entre os povos. Lembre-se, por exemplo, a Segunda Guerra Sino-Japonesa (que se lutou entre 1937 e 1945). A unidade 731 do Exército Imperial Japonês, sob o comando de Shirō Ishii, encarregue de acções de guerra de cariz biológica, terá infectado cerca de trezentas mil pessoas com Antraz (ou "carbúnculo") fazendo-lhes, em seguida, vivissecções sem anestesia...

04/12/2022

O degelo e os micróbios

Não foi ontem mas há já alguns dias que vi também na capa de um jornal publicado em Portugal as seguintes palavras: "Degelo traz micróbios do passado". Ora, não tendo eu lido tal artigo, arrisco fazer uma interpretação: a de que o aumento da temperatura do ar condiciona, cada vez mais, a vida humana no mundo. E como? Por exemplo, faz com que o que estava gelado há milhares de anos comece progressivamente a derreter e, assim, como que a ressuscitar bactérias - e, portanto, "doenças". Efectivamente, em 2016, na Rússia (na região siberiana), uma sucessão de eventos climáticos a que se poderia designar "onda de calor" acabou por dar origem ao desaparecimento do "permafrost" (solo composto por terra, rochas e sedimentos que 'sempre' esteve gelado). Tal originou também o 'aparecimento' de, por exemplo, carcaças de animais que há muito tinham morrido vitimados por doenças. Assim, o corpo de uma rena morta há praticamente um século por Antraz (ou "carbúnculo") e em que a bactéria Bacillus Anthracis estava ainda 'activa' foi o causador do surgimento de infecções em animais e seres humanos...

03/12/2022

"Zeppelins" e o futuro

Li ontem na capa de um jornal publicado em Portugal as seguintes palavras: "Zeppelins e aviões elétricos. O futuro do transporte aéreo". Ora, não sei ‘o’ que será o futuro da Humanidade e, claro, o do transporte aéreo pelo que aproveito para recordar, sim, o que já aqui escrevi no blogue acerca do "zeppelin" ("Ferdinand e o "Zeppelin"", em 12 de Agosto de 2021): "A policia de Tóquio, no Japão, recorreu, durante a realização dos Jogos Olímpicos, a balões equipados com câmaras no sentido de patrulhar a actividade grupal para assim poder detectar actividades que qualificava de suspeitas (como manifestações...). Ora, muito poderia, certamente, escrever sobre este ‘assunto’ mas este não é, no entanto, o meio para o fazer. Quero, sim, fazer referência ao facto de o "Zeppelin", um dirigível que percorreu a Europa, o oceano Atlântico e os Estados Unidos da América no início do século XX ter sido inventado por um militar do exército alemão: Ferdinand von Zeppelin, precisamente".

02/12/2022

Chechenos, Burates e os estereótipos

O actual líder supremo da Igreja Católica Apostólica Romana, Francisco, referiu-se há dias à "crueldade russa" no contexto da actual "operação militar especial" na Ucrânia. Crueldade que estava, na sua opinião, a ser 'conduzida', sobretudo, por membros de dois grupos étnicos provenientes da Federação Russa: os Chechenos e os Burates. Ora, como não tenho informação que me permita corroborar - ou não - essa origem de brutalidade limitar-me-ei a lembrar que a Federação Russa é actualmente constituída por vinte e duas repúblicas sendo duas delas a Chechénia e a Buriatia. Respectivamente as 'terras' de origem de "Chechenos" e "Burates". A "Chechénia" localiza-se no Cáucaso, junto ao Mar Cáspio enquanto que a "Buriatia" se situa no Extremo Oriente russo. "post scriptum": li, entretanto, também, uma declaração emanada da Fundação "Free Buryatia" num órgão de comunicação: "os estereótipos continuam a ser estereótipos, independentemente de quem os reproduz". Estou completamente de acordo!