18/01/2023
As revoluções industriais
Reconheço que não é raro ler sobre a "Quarta Revolução Industrial".
Uma revolução industrial baseada nos metadados e na designada "inteligência artificial" na Tecnologia actualmente disponível.
Mas quais foram as outras três "Revoluções Industriais"?
Ora, como quase sempre, os manuais escolares de História que utilizei podem ajudar-me:
Assim:
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Revoluções industriais
17/01/2023
O que é a paz?
Li, há dias, um texto escrito pelo até recentemente professor de medicina e neurociência na "Chan Medical School" da Universidade de Massachusetts (nos Estados Unidos da América) John Walsh - "The first US onslaught to 'weaken' post-Cold War Russia".
E sou também - ou melhor, tento ser - um espectador e ouvinte atento das intervenções do cientista político igualmente norte-americano John Mearsheimer.
Creio, por isso, ser oportuno lembrar algumas das palavras (devidamente traduzidas, claro) que o presidente norte-americano Harry Truman - entre 1945 e 1953 - proferiu no discurso de "despedida" da Presidência que fez em Janeiro de 1953, precisamente, antes da tomada de posse do seu sucessor, Dwight Eisenhower.
Assim:
"Para a maioria dos cidadãos norte-americanos, a resposta é muito simples: não somos assim. Somos um povo que se rege pela moral. A paz é o nosso objectivo, tal como a justiça e a liberdade. Por isso, não podemos, por espontânea vontade, violar os princípios que defendemos. O único propósito de tudo quanto estamos a fazer é evitar a eclosão da Terceira Guerra Mundial. Ora, originar uma guerra não é propriamente o meio para estabelecer a paz".
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16/01/2023
O eclesiástico filósofo e a cidade
Nunca estive em Berkeley, cidade norte-americana.
Infelizmente.
E também nunca estive na Irlanda.
Igualmente, infelizmente.
Mas o nome da cidade ‘deriva’ directamente do nome do prelado e filósofo irlandês que viveu ‘entre’ os séculos XVII (nasceu em 1685) e XVIII (morreu em 1753) George Berkeley.
15/01/2023
A "Carabao Cup"
"Carabao Cup".
É esta a designação actual da Taça da Liga inglesa de futebol masculino.
Se é certo que "carabao" é o nome não traduzido de uma espécie de búfalo com origem no subcontinente indiano (e, em geral, na região Sudoeste da Ásia), também não o é menos que aquela designação - "Carabao Cup" - da competição instituída na década de 1960 alude a uma marca de bebidas "energéticas" que a patrocina.
14/01/2023
O ibérico João Rodrigues Cabrilho
Leio ocasionalmente sobre a nacionalidade do soldado e navegador João Rodrigues Cabrilho – que terá nascido entre 1496 e 1499 e morreu em 1543: espanhola.
Penso ser, por isso, o momento apropriado para lembrar as palavras que ‘acompanham’ uma estátua existente na cidade transmontana Montalegre.
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João Rodrigues Cabrilho
13/01/2023
Regicídios: execuções em França e em Portugal
É na obra "Surveiller et punir: Naissance de la prison" (ou, na tradução portuguesa, "Vigiar e Punir. Nascimento da Prisão"), escrita pelo filósofo francês Michel Foucault e publicada em 1975, que se podem encontrar os pormenores da execução de Robert-François Damiens, em 1757, condenado por ter atentado contra a vida do rei de França, Luis XV.
Execução por "desmembramento", lembro.
Ora, seria também com 'traços' de uma grande crueldade que cerca de dois anos depois a 13 de Janeiro de 1759 (há duzentos e sessenta e quatro anos, portanto), precisamente - seriam executados quase todos os acusados (excepto um que estava foragido) da implicação no suposto atentado que o rei de Portugal, D. José I,teria sofrido alguns meses antes.
Todos membros da família "Távora" e alguns dos seus empregados (para disfarçar?)...
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12/01/2023
Churchill racista?
Foi já há alguns dias que tive a oportunidade de ler o texto do artigo que a revista inglesa "Spectator" publicou com o título "Was Winston Churchill a racist? A look at the evidence".
De facto, depois de ‘analisar’ cerca de vinte milhões de palavras da autoria do antigo primeiro-ministro britânico (‘inseridas’ em livros, artigos, discursos bem como em cartas e outros documentos privados, por assim dizer) e ainda sessenta milhões de palavras sobre Churchill em livros biográficos e de "memórias" concluiu que não.
Que não era racista.
Ora, ainda que acredite sinceramente que tal conclusão seja indiferente, aproveito para lembrar um texto que publiquei aqui no blogue em 5 de Fevereiro de 2020: "Winston Churchill e o massacre de Amritsar".
Já que os actos são bem mais elucidativos do que as palavras…
"Na Inglaterra do século XVII, o pai do primeiro duque de Marlborough – de seu nome Winston Churchill – era um crente convicto na monarquia e um apoiante férreo do legítimo governante aquando da eclosão de uma guerra civil. Ora, com a derrota do rei Carlos I, Churchill perdeu a sua casa e as suas propriedades. Quando Carlos II assumiu o trono que fora ocupado pelo seu pai decidiu dotar aqueles que lhe haviam sido leais do título de Cavaleiro e do direito de escolher e utilizar um brasão. Mas não devolveu os bens perdidos nem atribuiu qualquer montante compensatório dessa perda. Assim, o recém-nomeado "Sir" Winston Churchill escolheu para lema a expressão espanhola "Fiel Pero Desdichado" (ou, em português, "Fiel Mas Deserdado"). Tal lema foi, então, transmitido de geração em geração e assumido por aquele que viria a ser o primeiro-ministro do Reino Unido durante grande parte da II Guerra Mundial: Winston Churchill. No entanto, quem também se terá sentido deserdado – pela sorte, evidentemente – foram os milhões de indianos que morreram enquanto este era governante. De facto, o domínio político da Índia pela Inglaterra (designada, depois, como "Reino Unido") durou de 1757 até 1947. Ora, em 13 de Abril de 1919 – e numa altura em que Winston Churchill ocupava o cargo de secretário de Estado da guerra –, um chefe militar britânico ordenou aos militares que comandava que disparassem sobre uma multidão que se encontrava reunida pacificamente assassinando, desse modo, centenas de pessoas. No entanto, tal chefe militar acabou mesmo por receber, anos depois, honras de Estado no seu funeral ‘apagando-se’ assim as suas responsabilidades - e as da própria potência colonizadora e seus agentes políticos - naquele que é ainda hoje lembrado como o "massacre de Amritsar". Anos depois, já em 1943, em plena II Guerra Mundial, o estado de Bengala viu morrer cerca de três milhões de pessoas. Assassinadas pois, já que morreram de fome quando, segundo um estudo publicado no jornal Geophysical Research Letters em Fevereiro de 2019, a comida disponível na Índia foi 'exportada' para a metrópole colonizadora para auxiliar nos esforços de combate à tirania do Eixo. Ora, longe do ´titulo’ de assassino e, eventualmente, genocida, certo é que "Sir" Winston Churchill passou alguns dias de férias na ilha da Madeira – no concelho de Câmara de Lobos – no início do ano de 1950, numa altura em que não tinha ainda sido eleito primeiro-ministro pela segunda vez".
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