06/02/2023

A Pena de Morte em Portugal e no mundo

A Biblioteca Municipal Alves Mateus, em Santa Comba Dão (no distrito de Viseu) assinala neste mês de Fevereiro o "Século e Meio da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867)". Ora, pretende destacar-se "o exemplo de Portugal como um dos primeiros países a inscrever no seu sistema legal uma lei de abolição da pena de morte, punição que ocupou um lugar proeminente nos sistemas penais dos países europeus do século XII ao século XIX". Com efeito, como refere também a página na "Internet" da autarquia beirã, a "aprovação da carta de lei de 1 de julho de 1867 (reforma penal das prisões e abolição da pena de morte para crimes comuns e de trabalhos públicos) assume, de igual modo, um elevado valor e significado no contexto europeu, contribuindo para a história, cultura e ideais da União Europeia. Pelo seu valor e influência, em abril de 2015, a Carta de Lei de 1867 foi reconhecida, pela Comissão Europeia, como Marca do Património Europeu". Seria, efectivamente, excelente que este "exemplo" e esta "Marca" pudesse ser, em 2023, replicado pelos países que ainda insistem na manutenção da "Pena de Morte" na sua 'moldura' penal...

05/02/2023

Apenas Ferro

"Não me importa ser como muitos. O que não quero é ser como todos...". António Ferro (1895-1956), escritor e jornalista português

04/02/2023

A verdade, a mentira e o mito

"O grande inimigo da verdade quase nunca é a mentira […] mas o mito. […] Os mitos distraem-nos em todas as ‘áreas’: no governo, no comércio, na política, na economia. Interna e externamente". Excerto do discurso proferido pelo presidente norte-americano John F. Kennedy (1917-1963) na Universidade de Yale em 11 de Junho de 1962

03/02/2023

Portugal e a mentira

"Como sabem, em Portugal o que não falta são mentirosos: a nossa literatura está cheia de embustes, de coisas que, olhem, isto começa, as próprias cinco quinas começam no milagre de Ourique – que nunca aconteceu; a independência portuguesa assenta […] nas actas das cortes de Lamego – também nunca houve cortes em Lamego; e a nossa saudade está ligada ao D. Sebastião que há-de voltar – ora, imaginem lá se o D. Sebastião há-de voltar alguma vez; e em Portugal não parece mal virar a casaca, nem parece mal estar num partido [político] e passar para outro, nem parece mal prometer o que se sabe perfeitamente que nunca se pode fazer. Em Portugal não há o culto da verdade. É triste mas é assim. Pois como é possível que o único réu acusado do crime de mentira seja, em Portugal, o nosso irmão Fernão Mendes Pinto?". José Hermano Saraiva (1919-2012), professor, historiador e advogado português

02/02/2023

Smith, Zweig e Magalhães

"Os dois feitos em toda a história da humanidade mais importantes no que à economia diz respeito foram a descoberta do estreito de Magalhães e a travessia do Oceano Pacífico". Adam Smith (1723-1790), economista,historiador e filósofo escocês *** "De todas as personagens e suas acções, a minha maior admiração recai nos feitos do homem que, na minha opinião, conseguiu alcançar o mais extraordinário na história da navegação: [Fernão de] Magalhães. A sua navegação foi, talvez, a maior odisseia na história da humanidade e reconheço que, apesar dos documentos atestando a autenticidade do seu heroísmo, senti estar a contar algo inventado sobre uma das lendas sagradas da humanidade, sendo que nada é tão magnífico como a Verdade com a aparência de Mentira!". Stefan Zweig (1881-1942), escritor e historiador austríaco

01/02/2023

O segredo de Franklin

"Três pessoas podem guardar um segredo se duas delas estiverem mortas". Benjamin Franklin (1706-1790), autor, impressor, inventor, cientista, diplomata e um dos "Pais Fundadores" dos Estados Unidos da América

31/01/2023

Séneca: vento, marinheiros, barcos e lágrimas

Citei aqui no blogue no passado dia 6 de Agosto um pensamento do filósofo romano Séneca: "Não existe ‘vento favorável’ para o marinheiro que não sabe para onde navegar". Mas eis que, entretanto, descobri uma nova tradução do mesmo pensamento: "Não há ventos favoráveis para barco que não conhece rumo". Assim, seja como for, marinheiros ou barcos… *** Ora, sem rumo ou com ‘nevoeiro’ a perturbar-nos a caminhada, "chorar" talvez seja uma ‘opção’. Assim, Séneca afirmou igualmente que "as lágrimas aliviam a alma". Completamente de acordo!