09/02/2023
44 anos de sofrimento
Não foi por acaso que o escritor austríaco Stefan Zweig lhe atribuiu o 'cognome' "rainha maldita".
Efectivamente, nascida em 1542 na Escócia - no contexto das "lutas religiosas" -, Marie Stuart (ou "Maria Stuart") era filha do rei católico Jaime V pelo que foi essa mesma razão por que foi forçada a abdicar do trono escocês.
Ora, acabaria por procurar apoio e refúgio junto da sua prima que governava a Inglaterra, a rainha Isabel I.
Esta, no entanto, desconfiando que a sua familiar escocesa poderia reclamar o protestante trono inglês, optou, primeiro, por mandar encarcerá-la e, depois, ordenar a sua execução.
Em Fevereiro de 1587.
08/02/2023
Os judeus, o cancro e a desgraça
Assinalou-se no passado dia 4 de Fevereiro o "Dia Mundial de Luta contra o Cancro".
Ora, embora muito pudesse escrever sobre esta doença, lembro apenas algo que há dias li: a população moderna de judeus asquenazes – judeus etnicamente originários da Europa Central – tem uma elevada prevalência de "desordens"/mutações de cariz genético ocasionadas há centenas de anos que se ‘traduzem’, por exemplo, em alguns tipos de cancro como o "melanoma" (um tipo de cancro de pele), o "cancro da mama", o "cancro da próstata" e o "cancro de cólon e recto"…
Post scriptum: aproveito para expressar o meu sincero e 'profundo' lamento e tristeza com a tragédia vivida na Turquia e na Síria.
07/02/2023
A estátua à "mãe da medicina moderna"
Se ontem aqui escrevi sobre uma exposição que estará patente durante todo este mês (numa biblioteca municipal, por sinal), aproveito agora para lembrar que é também no mês que está actualmente em vigor no calendário gregoriano que nos Estados Unidos da América se assinala a "História Negra".
‘Isto’ é: o passado afro-americano.
Ora, não sei se será exactamente também neste mês que irá ser inaugurada uma estátua representando Henrietta Lacks – uma cidadã norte-americana negra – cujas células do tumor que lhe causaria a morte alguns meses mais tarde (em 1951) ajudariam a salvar milhões de pessoas no mundo inteiro: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, através da criação de vacinas e em investigação médica.
Justíssima homenagem!
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06/02/2023
A Pena de Morte em Portugal e no mundo
A Biblioteca Municipal Alves Mateus, em Santa Comba Dão (no distrito de Viseu) assinala neste mês de Fevereiro o "Século e Meio da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867)".
Ora, pretende destacar-se "o exemplo de Portugal como um dos primeiros países a inscrever no seu sistema legal uma lei de abolição da pena de morte, punição que ocupou um lugar proeminente nos sistemas penais dos países europeus do século XII ao século XIX".
Com efeito, como refere também a página na "Internet" da autarquia beirã, a "aprovação da carta de lei de 1 de julho de 1867 (reforma penal das prisões e abolição da pena de morte para crimes comuns e de trabalhos públicos) assume, de igual modo, um elevado valor e significado no contexto europeu, contribuindo para a história, cultura e ideais da União Europeia. Pelo seu valor e influência, em abril de 2015, a Carta de Lei de 1867 foi reconhecida, pela Comissão Europeia, como Marca do Património Europeu".
Seria, efectivamente, excelente que este "exemplo" e esta "Marca" pudesse ser, em 2023, replicado pelos países que ainda insistem na manutenção da "Pena de Morte" na sua 'moldura' penal...
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05/02/2023
Apenas Ferro
"Não me importa ser como muitos. O que não quero é ser como todos...".
António Ferro (1895-1956), escritor e jornalista português
04/02/2023
A verdade, a mentira e o mito
"O grande inimigo da verdade quase nunca é a mentira […] mas o mito. […] Os mitos distraem-nos em todas as ‘áreas’: no governo, no comércio, na política, na economia. Interna e externamente".
Excerto do discurso proferido pelo presidente norte-americano John F. Kennedy (1917-1963) na Universidade de Yale em 11 de Junho de 1962
03/02/2023
Portugal e a mentira
"Como sabem, em Portugal o que não falta são mentirosos: a nossa literatura está cheia de embustes, de coisas que, olhem, isto começa, as próprias cinco quinas começam no milagre de Ourique – que nunca aconteceu; a independência portuguesa assenta […] nas actas das cortes de Lamego – também nunca houve cortes em Lamego; e a nossa saudade está ligada ao D. Sebastião que há-de voltar – ora, imaginem lá se o D. Sebastião há-de voltar alguma vez; e em Portugal não parece mal virar a casaca, nem parece mal estar num partido [político] e passar para outro, nem parece mal prometer o que se sabe perfeitamente que nunca se pode fazer. Em Portugal não há o culto da verdade. É triste mas é assim. Pois como é possível que o único réu acusado do crime de mentira seja, em Portugal, o nosso irmão Fernão Mendes Pinto?".
José Hermano Saraiva (1919-2012), professor, historiador e advogado português
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