07/03/2023
Os diários devolvidos de Darwin
Foi já em 2022 que à biblioteca da universidade de Cambridge, no Reino Unido, foram desenvolvidos dois diários que haviam sido escritos pelo naturalista inglês Charles Darwin (que viveu entre 1809 e 1882).
Foram, com efeito, "devolvidos" pois tinham sido roubados - ou "furtados"... - há algumas décadas embora os funcionários da mesma tivessem pensado que os diários haviam sido consultados e posteriormente mal arrumados.
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06/03/2023
Os sonetos e o casamento
Ainda ontem aqui abordei as "cartas portuguesas".
Com efeito, quer tivessem sido escritas pela freira portuguesa Mariana Alcoforado, quer pelo escritor e diplomata francês Gabriel-Joseph de Lavergue, Visconde de Guilleragues, versavam a descrição de acções e sentimentos verificados em Portugal.
Ao contrário, por exemplo, de "Sonetos dos Portugueses" que a poetisa inglesa Elizabeth Barnett Browning (que viveu entre 1806 e 1861) escreveu e que foi primeiramente publicado em 1850.
Efectivamente, tal obra registou, 'apenas', a sua relutância face a contrair matrimónio...
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05/03/2023
Cartas portuguesas ou francesas?
Embora não exista qualquer dúvida de que a obra "Novas cartas portuguesas" tenha sido escrita por Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta e originalmente publicada em 1972, a mesma conclusão não pode ser declarada em relação às primeiras "As cartas portuguesas" (por assim dizer): ainda que, por exemplo, a poetisa Ana Luísa Amaral tenha referido na "Breve Introdução" na edição de "Novas cartas portuguesas" que organizou que esta mesma obra reescrevia "pois, as conhecidas cartas seiscentistas da freira portuguesa" [Mariana Alcoforado, que viveu entre 1640 e 1723], muitos acreditam, porém, que tenham sido escritas pelo escritor e diplomata francês Gabriel-Joseph de Lavergue, Visconde de Guilleragues (que viveu entre 1628 e 1685)...
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04/03/2023
A história e "Bibius Caesar"
Deparo-me, por vezes - infelizmente - com a seguinte questão: "por quê estudar história?".
Ora, referi, há pouco, "infelizmente" pois tenho já bastante dificuldade para compreender que, na "Era da Informação", continue a existir esta - e outras... - questão ("ões").
Assim, mais uma vez, cá vai uma hipótese de resposta: estudar história é essencial para que conheçamos o nosso passado (enquanto espécie humana) e possamos, assim, fazer escolhas conscientes e, talvez, sabedoras, para o nosso presente e futuro.
Por exemplo, quem não estude história e tivesse visto um dos cartazes que foi empunhado numa manifestação que se realizou há algumas semanas em Israel a propósito de reformas no sistema judicial do país, não compreendeu nem a manipulação realizada ao rosto do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nem, claro, as palavras constantes nesse mesmo cartaz: "Bibius Caesar".
Ora, "Bibi" é uma espécie de alcunha do referido primeiro-ministro e "Caesar" porque o que é actualmente o território de Israel foi uma província do Império Romano - a "Judeia" - que era chefiado por um imperador - "César" (ou, em latim, "Caesar") - e o seu verdadeiro nome culminava, geralmente, com as letras "us".
Sendo o Império Romano considerado enquanto "opressor" (na "Judeia" e não só, claro), a referência "Bibius Caesar" queria transmitir a perspectiva de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu - e as reformas empreendidas pelo executivo governativo por si chefiado na 'área' judicial (apenas?) - estavam a oprimir a sociedade israelita como outrora o haviam feito o imperador romano e seus emissários na "Judeia".
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03/03/2023
Abdicar: um imperador e um papa
Ainda há dias aqui escrevi sobre um imperador romano.
Diocleciano.
Que abdicou do 'seu' cargo.
Ora, por exemplo, também o papa Bento XVI se tornou, em 2013, no primeiro papa a resignar - ou "abdicar" - desde 1415 quando o seu antecessor Gregório XII tomou essa decisão.
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02/03/2023
A capital do sofrimento
Ouvi há dias, numa estação de rádio que emite em Portugal, a entrevista feita ao filósofo francês Bernard-Henri Lévy antes da estreia, na capital ucraniana, de um documentário por si realizado.
Ora, referiu, por exemplo, nessa entrevista que a "Ucrânia é hoje a capital do sofrimento, sem dúvida".
Com efeito, também eu não tenho qualquer dúvida de que a Ucrânia actual é um espaço repleto de sofrimento.
Mas não é, infelizmente, a "capital" do sofrimento.
Muitos são os lugares da Terra que actualmente são afligidos pela guerra.
E não só: pela pobreza ("extrema", por vezes), pelas chamadas "alterações climáticas", pela ausência da Lei, da Educação e da Saúde.
Não tenho também assim qualquer dúvida em classificar como "eurocêntrico" o pensamento de que a Ucrânia é a "capital" do sofrimento humano.
Já nem menciono o sofrimento que, mesmo na chamada "Europa civilizada", muitos 'devem' à ausência da Saúde Mental...
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01/03/2023
Diocleciano e o palácio
O imperador romano Diocleciano governou o Império desde o ano 284 (da chamada "Era Cristã") até 305, em que abdicou.
Nascido na província romana "Dalmácia" (na actual região dos Balcãs), acabou por aí mandar construir um palácio que ainda existe e que ocupa cerca de metade do núcleo mais antigo da cidade croata "Split".
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