30/04/2023
Um pintor e escultor
Jean-Léon Gérôme (que nasceu em 1824 e morreu em 1904) foi um pintor e escultor francês que dedicou muito do seu trabalho à pintura de motivos relacionados com a História, com a Mitologia ("Nórdica" e não só) e com o Oriente (sua Sociedade e Arte).
E ao ensino.
29/04/2023
A biga de Thor
Os jogos organizados pelos dirigentes romanos contavam, quase sempre, com a presença de quadrigas.
Ora, as "quadrigas" consistiam em carros (ou "carruagens") puxados(as) por quatro cavalos devidamente conduzidos por um individuo.
No entanto, esses carros (ou "carruagens") eram, por vezes, puxados(as) por apenas dois cavalos: as bigas.
Mas não eram "cavalos" os dois animais que puxavam a "biga" do deus Thor, personagem 'maior' da mitologia do Norte da Europa.
Eram, sim, duas cabras.
28/04/2023
A idade de um candidato
O presidente dos Estados Unidos da América anunciou, há dias, a intenção de se recandidatar às eleições que irão ocorrer em 2024.
Muitos 'correram' então a criticar a decisão: tendo o presidente (Joseph "Joe" Biden) actualmente 80 anos de idade - o que faz dele o mais velho presidente em exercício no país -, teria 86 no fim do segundo mandato (caso ganhasse a eleição, claro).
Ora, sendo a idade média da população residente actualmente nos Estados Unidos da América cerca de 39 anos, talvez se compreendam essas críticas.
Mas tal recandidatura e a idade do candidato em causa não é caso único no mundo.
Estou a lembrar-me, por exemplo, de Mahathir Mohamad na Malásia.
Com efeito, Mahathir havia sido designado "primeiro-ministro" duas vezes sendo que foi mesmo nomeado "presidente" em 2018 com 92 anos de idade.
Para nada 'dizer' em relação a alguns eleitos em África pois sendo "eleitos" enquanto jovens como que sequestram o poder e se "eternizam" e as populações que "servem" não têm qualquer liberdade para escolher...
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27/04/2023
A guerra com paus e pedras
Talvez já aqui tenha invocado uma reflexão que foi afirmada pelo físico alemão Albert Einstein (que viveu entre 1879 e 1955) acerca das terceira e quarta guerras mundiais.
Mas, dado ter escutado ontem um dirigente do grupo paramilitar russo "Wagner" considerando que a ocorrência da Terceira Guerra Mundial era já uma inevitabilidade, parece-me oportuno citar essa mesma reflexão novamente.
Assim: "não sei que armas irão ser utilizadas na Terceira Guerra Mundial mas sei que na Quarta Guerra Mundial serão usados paus e pedras".
Talvez.
Mas apenas se a Terra ainda existir...
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26/04/2023
A nau e a padroeira
A nau "Nossa Senhora da Luz" era uma das embarcações portuguesas que efectuava a "Carreira da Índia".
Ou seja, o movimento comercial marítimo entre Portugal e o Oriente.
Com efeito, foi precisamente numa dessas viagens – no regresso da Índia – que a nau "Nossa Senhora da Luz" se afundou: na enseada de Porto Pim, na ilha do arquipélago dos Açores "Faial".
Em Novembro de 1615.
Ora, "Nossa Senhora da Luz" é também o nome da padroeira da freguesia de A-dos-Cunhados (no concelho de Torres Vedras e distrito de Lisboa).
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25/04/2023
Antes e depois de Abril
Porque passam hoje 49 anos do dia 25 de Abril de 1974, opto por recordar um texto que escrevi há exactamente cinco anos por esta mesma altura: "Assinalaram-se ontem 44 anos do golpe militar de 25 de Abril de 1974.
Embora democrata e resolutamente antifascista, não consigo partilhar do ‘entusiasmo’ daqueles que chamam ao acontecimento "Revolução dos Cravos" pelo simples facto de acreditar que um movimento verdadeiramente revolucionário não pode ser feito com ‘flores’.
Veja-se, por exemplo, o estado de coisas em que vive a Tunísia alguns anos após a "Revolução do Jasmim"…
Cito, por isso, duas pessoas temporalmente separadas por mais de trinta anos: o grande músico/cantor e resistente José Afonso ("Zeca Afonso") e o fiscalista e sócio da "Espanha e Associados" João Espanha.
"O 25 de Abril não foi feito para aquilo que estamos agora a viver. Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está a ser oferecida aos jovens. Os jovens deparam-se hoje com problemas tão graves – ou talvez mais graves que aqueles que nós tivemos que enfrentar – o desemprego, por exemplo, e por vezes não têm recursos. O sistema ultrapassa-os. O sistema oprime-os criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos – nós, refiro-me à minha geração: de recusa frontal, de recusa inteligente (se possível até pela insubordinação; se possível até pela subversão) ao modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido com belos discursos, com o fundamento da legalidade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos. É, de facto, uma sociedade teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro que é imposta aos jovens de hoje".
"Zeca Afonso" em 1984, nas comemorações dos dez anos do "25 de Abril"
"Só uma pequena minoria endinheirada pode recorrer a um advogado mesmo que seja vítima de injustiça [do Fisco]".
João Espanha no "Jornal de Negócios" em 12 de Abril de 2018
Acrescento, todavia, uma frase escrita pelo filósofo italiano Nicolau Maquiavel que me parece exemplar para descrever o que, em minha opinião, se tem vindo a passar na História (de Portugal e não só): "Os povos que perdem a liberdade pela força, pela força haverão de reconquistá-la. Mas os que perdem a liberdade por descuido, estes demorarão muito a voltar a ser livres".
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24/04/2023
O navio e a morte
Lembro-me de já aqui ter escrito sobre o navio "Lisboa Maru".
Que era um navio com pavilhão (ou "bandeira") japonesa.
Ora, escrevo novamente sobre um navio japonês com 'nome' de cidade: com efeito, foi, há dias, localizado no fundo do mar que banha o arquipélago filipino um navio japonês - o "Montevideu Maru" - que aí havia sido afundado na sequência de um ataque levado a cabo por um submarino norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial.
Aproveito para acrescentar que tal naufrágio levou a morte a quase mil prisioneiros de guerra australianos.
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