26/08/2019

"A ascensão da nova ignorância"

Retive uma palavra, apenas e só, do discurso que o presidente norte-americano Donald Trump proferiu na 72.ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas: "Nambia".
Situado em África, o suposto país foi elogiado pela qualidade do seu serviço de saúde.

Lembro-me que, há também alguns anos, tinha já sido a vez do seu colega George Walker Bush (o 43.º presidente dos Estados Unidos da América) cometer uma imprecisão linguística e cultural: chamou aos naturais da Grécia "grécios".

Ora, estas invenções e imprecisões mais não são, em minha opinião, do que "pérolas" nascidas de uma ignorância confrangedora por parte de pessoas que são, frequentemente, rotuladas como "as mais poderosas lideranças do mundo" já que estão à frente de colossos económicos, militares e diplomáticos, por exemplo.

Creio serem, também, exemplos claros daquilo que significa "a ascensão da nova ignorância" de que deu conta o historiador José Pacheco Pereira no 3.º Fórum Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao “Acordo Ortográfico" de 1990!” que decorreu, no início de Maio de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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