Pude
ler, na pequena ‘nota’ de introdução ao documento "Migration:
boosting development in Africa to create alternatives"
que o Parlamento
Europeu preparou, o
seguinte:
"Crescimento
económico e evitar que as pessoas tenham que abandonar a sua terra
são alguns dos desafios que os países africanos enfrentam. Uma nova
estratégia União Europeia-África proposta pelos Estados-membros
estabelece de que forma é que o desenvolvimento pode fazer a
diferença".
E, também, que "Desde que a crise migratória surgiu, os países europeus têm vindo a prestar mais atenção ao que tem vindo a acontecer em seu redor, particularmente em África".
Mas
só agora se percebeu que apenas o facto de os países proporcionarem
boas ‘condições de vida’ pode evitar a fuga das suas populações
em busca de uma vida, noutro país, que lhes permita alcançar mais e
melhores condições económicas, por exemplo?
E
que só a chamada crise migratória levou a que a Europa se
interessasse mais com o que se estava a passar ao seu lado, por assim
dizer?
E
pude também ler,
entretanto, um artigo que David Pilling assinou na edição digital
do jornal britânico Financial
Times cujo título
era "Africa
is not immune from secessionist sentiment".
"Os
Estados africanos modernos foram criados na Conferência de Berlim de
1884-1885 por potências coloniais com poucos conhecimentos acerca
das realidades étnicas, políticas e geográficas"
em presença, concluiu.
Ora, parece-me
que os ‘resultados’ de tal estratégia (ou falta dela) têm
estado à vista de todos...
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