Segundo
um texto que li há
alguns anos,
um estudo havia
‘descoberto’
que a maioria dos utilizadores de telemóveis "inteligentes" (os
chamados "smartphones")
residentes nos
países considerados ricos em termos económicos interagia
com esses
mesmos aparelhos cerca de 2600 vezes em cada dia.
Concluí,
assim, que essa maioria ‘mexia’ nos seus telefones portáteis 108
vezes por hora e quase duas vezes a cada segundo que passa.
Não
pensei estar entre esta maioria de cidadãos mas, admitindo eu a
validade científica de tal descoberta, o estudo provava, desde logo,
o quão dependentes os habitantes dos países mais ricos estavam da
tecnologia e, seguramente, viciados por ela.
Mas
também provava uma outra ‘coisa’.
Por
sinal, bem mais paradoxal e sinistra.
A
de que, num momento histórico em que me parece que nunca existiram
tantas oportunidades de contacto com o Outro
– a época da chamada globalização – vivíamos
(e vivemos)
tão sós.
Ora,
talvez a solidão seja mesmo o preço a pagar por tanto (ilusório...)
conforto.
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