Saber ler e escrever era, na
chamada Idade Média europeia, privilégio de poucos: o único
grupo social com acesso à Cultura era o clero.
No
entanto, a partir do século XII, e a pouco e pouco, as coisas foram
mudando: a crescente complexificação da actividade social,
económica e cultural das cidades implicava a necessidade de saber
cada vez mais.
Assim
surgiram as Universidades.
A
primeira surgiu em Itália mas depressa se espalharam por
praticamente todos os países da Europa.
A
de Paris, por exemplo.
Que
cresceu, naturalmente.
De
facto, se a França é o país mais visitado do mundo, a Universidade
de Paris acolhe hoje cerca de cento e vinte mil estudantes: não terá
sido por mero acaso que o lema daquela tenha sido, até há não
muitos anos, "Hic et Ubique Terrarum" (ou, em português, "Aqui
e em Todo O Lado Na Terra").
Hoje,
o lema já não é o mesmo mas o conceito é: "Hic et Ubique Mundi"
("Aqui e em Todo O Lado No Universo", em português).
Ora,
foi de Portugal, precisamente, que, no século XVI, o então
estudante André de Gouveia se dirigiu para Paris para aí prosseguir
os seus estudos.
Para
se tornar, anos depois, no reitor da Universidade de Paris.
Mas,
cinco séculos passados, não é apenas o seu nome que a Casa de
Portugal que se situa no "campus" da Cidade Universitária
Internacional de Paris evoca – Casa de Portugal André de
Gouveia.
É,
também, o seu exemplo.