10/01/2023

Os EUA e o livre comércio

No discurso que pronunciou aquando do "Estado da União" (ou "State of the Union") em 1958, o então presidente norte-americano Dwight Eisenhower sublinhou, por exemplo, que o livre comércio era, simultaneamente, do interesse dos Estados Unidos da América (E.U.A.) e da paz mundial. Mas se, também por exemplo, o país conseguia produzir, após o fim da Segunda Guerra Mundial, cerca de metade da quantidade de aço fabricado no mundo, 'hoje' não pois é a República Popular da China quem produz metade da quantidade de aço disponível nos mercados do mundo. Ora, perante este 'cenário' pergunto: será que o pensamento de Eisenhower que acima reproduzi estará ainda presente nos postulados estratégicos defendidos pela "cúpula" política que dirige os Estados Unidos da América? *********** Acabei de ‘falar’ em liberdade. Neste ‘caso’, comercial. Aproveito, no entanto, para reproduzir algumas das palavras que escrevi aqui no blogue no dia 4 de Julho de 2019. Assim: "o presidente do país Thomas Woodrow Wilson (eleito pelo Partido Democrata) havia escrito as seguintes palavras no seu livro "The New Freedom" (publicado em 1913, já depois de se ter tornado no 28.º presidente dos Estados Unidos da América): "Tornámo-nos num dos governos pior governados e completamente dominados e controlados do mundo civilizado. Não mais um governo baseado na livre opinião, em convicções e no voto da maioria dos cidadãos mas, na verdade, um governo formado pelas opiniões de pequenos grupos de homens e por eles condicionado"".

09/01/2023

A Inglaterra, Portugal e a navegação mundial

Foi ainda ontem que aqui escrevi sobre a água. Ou melhor, sobre a ausência de rios num país. Outros países nunca tiveram, porém, esse problema: por exemplo, a empresa britânica "wessex archaeology" anunciou recentemente ter descoberto os restos de um navio entretanto datado do 'fim' do século XVI. Ora, tal descoberta permitirá, certamente, saber mais sobre - como anuncia a empresa na sua página na "Internet" - "um período em que os portos e os navios ingleses desempenharam um importante papel no tráfego comercial". Época em que, lembro, também os portos e os navios de bandeira portuguesa desempenharam um extraordinário 'papel' no estabelecimento da navegação e comércio globais.

08/01/2023

Não há água em Malta

Para alguns (eu, por exemplo), "Malta" não é apenas um dos vinte e sete países membros da União Europeia. Não. E também não é somente o mais 'pequeno' - menos extenso... - no que à sua dimensão territorial se refere já que tem uma área de cerca de trezentos e quinze quilómetros quadrados. Ele é, sim, um dos poucos países e territórios que, no mundo, não têm rios ou lagos de 'forma' permanente: ou seja, poderão existir rios e lagos, com efeito, mas apenas temporariamente (gerados pela chuva)...

07/01/2023

O navio e o filme

Li há dias sobre o "HMS Birkenhead". Este era um navio inglês que em 1852, ‘carregado’ de soldados, embateu num rochedo algures na costa do país que actualmente se denomina "África do Sul". Com efeito, após um choque com uma rocha, o afundamento pareceu-me o destino mais provável para o navio. E foi: quase meio milhar de soldados perderam a vida por afogamento, por esmagamento ou porque foram devorados por tubarões. Ora, não sei exactamente porquê mas após ler sobre este desfecho, lembrei-me imediatamente de uma cena do filme "JAWS" – ou "O Tubarão" (filme realizado pelo norte-americano Steven Spielberg e ‘lançado’ em 1975): a do ‘discurso’ da personagem "Quint" sobre o navio "U.S.S. Indianapolis"…

06/01/2023

A 'cadeia' de televisão e Gengis Khan

Não sei se o programa "Finding Your Roots" (emitido pela 'cadeia' televisiva norte-americana PBS e apresentado por Henry Louis Gates Jr.) "descende" de uma desinteressada e legítima curiosidade genealógica ou não. O que sei, sim, é que foi há exactamente duas décadas que foi publicado um estudo de "grande envergadura" com uma base genética. Ora, concluiu-se que, efectivamente, um em cada duzentos homens então vivos no mundo descendia directamente do guerreiro e líder mongol Gengis Khan: através de uma análise ao cromossoma Y - exclusivo do homem - de dois mil homens escolhidos aleatoriamente na região euro-asiática.

05/01/2023

Katzenstein: da Alemanha a Portugal

Quem se depare com o nome "Katzenstein" talvez pense de imediato ‘tratar-se’ do pintor alemão Louis Katzenstein (que viveu entre 1822 e 1907 e esteve em Portugal em 1854 para pintar o retrato de D. Fernando II, então o regente do reino português). Talvez, efectivamente. Ou não. Ora, actualmente, também um escritor, actor e realizador de cinema de nacionalidade portuguesa tem esse apelido: "Ferrão Katzenstein".

04/01/2023

O ministro e o chá

Foi ainda ontem que através da capa de um jornal soube da existência de um determinado ‘tipo’ de chá: no ‘caso’, o "Earl Grey". Ora, admito que o facto de nunca ter ouvido o ‘nome’ deste chá se deva unicamente a não ser um ‘usuário’ frequente de tal bebida. Mas quem é – ou "foi" – "Earl Grey"? "Earl" (ou "Conde", se se preferir a tradução portuguesa) Charles Grey foi um político britânico que nasceu no século XVIII (em 1764) e faleceu já no século XIX (em 1845) e ocupou o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido entre 1830 e 1834.