07/05/2023
Que rei? (parte II)
Ascendeu ontem ao trono britânico um novo monarca.
Ora, não é apenas o Reino Unido que, na Europa e no mundo, tem um regime político monárquico (por assim dizer): existem, actualmente, quarenta e três regimes monárquicos em "vigor" no mundo.
Sendo que são cinco as monarquias constitucionalmente absolutas (isto é, em que todo o poder político está concentrado numa só pessoa): a do Brunei Darussalam, a de Omã, a da Arábia Saudita, a do Vaticano e a de Eswatini (antes, a "Suazilândia").
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"Carlos III" – o 40.º monarca a ser coroado na abadia de "Westminster", bem como o mais velho a ser coroado "rei" – não é apenas o novo rei do Reino Unido.
É-o, na verdade, noutros catorze países.
Mas, continuarão a ser quatorze no fim do seu reinado?
Ora, foi em Novembro de 2021 que "Barbados" cessou a sua ligação à coroa britânica (o que faz deste pequeno país caribenho a mais recente república no mundo).
E a "Jamaica" e o "Belize" já vieram também anunciar a sua vontade de desvinculação do sistema britânico.
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06/05/2023
Que rei? (parte I)
Talvez seja geopoliticamente importante para a monarquia britânica - e para o próprio rei Carlos III (que irá ser coroado hoje, dia 6 de Maio) - 'aproximar-se' mais da "Commonwealth" (espécie de comunidade política, social e cultural em torno da língua inglesa) do que os anteriores monarcas.
"Talvez", pois, já que não sou nem analista político, nem comentador.
Ora, se for este o "caminho" escolhido, não creio ser muito provável que o rei Carlos III tenha como modelo institucional o reinado de Ricardo I já
que este não chegou a passar sequer um ano dos dez em que foi "Rei de Inglaterra" (entre 1189 e 1199) em....Inglaterra, precisamente.
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Parece-me, no dia desta coroação, ser oportuno lembrar as palavras que escrevi aqui no blogue no passado dia 19 de Setembro de 2022 - em "O rei Carlos e a firma inglesa":
"Num momento em que os restos mortais de Isabel II estão prestes a ser sepultados, volto a escrever a instituição monárquica britânica para lembrar o seguinte:
a) eis o que sublinhou o discurso pronunciado pelo então "príncipe Carlos" na reunião de chefes de governo dos países membros da "Commonwealth" ocorrida na capital do Ruanda, Kigali, já em 2022: "quero reconhecer que as raízes da nossa associação [a "Commonwealth", precisamente] podem ser encontradas no período mais sombrio da nossa história [o da escravatura]. Já que não sou capaz de descrever a envergadura do meu arrependimento, continuarei a aprofundar o meu entendimento sobre o impacto da escravatura";
b) "A Firma" foi a expressão inventada pelo rei "Jorge VI" - pai de Isabel II e avô do actual "Carlos III" - para descrever a gestão empresarial da já então imensa riqueza material da família real britânica ("auto-gestão", por assim dizer): por exemplo, com um acervo de cerca de duzentas mil peças, a realeza britânica é a "maior" coleccionadora privada de arte em todo o mundo".
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05/05/2023
Japão e o "Kodomo-no-hi"
Celebra-se hoje no Japão o "Dia das Crianças".
Ou "Kodomo-no-hi".
É, para mim, perfeitamente compreensível que sejam oficialmente reconhecidos seres que numa sociedade a 'caminhar' de maneira acelerada em direcção a um envelhecimento generalizado correspondam, simbolicamente, a uma regeneração da vida...
04/05/2023
Doação de incesto
Um magistrado nos Países Baixos ordenou que um dador de sémen parasse de doar.
E porquê?
Porque o indivíduo em questão, dador à já quase duas décadas, terá contribuído não para várias centenas de nascimentos mas também, obviamente, para a proliferação de "meios-irmãos" em todo o mundo...
03/05/2023
O pai da guerra química
É ao químico alemão Fritz Haber que muitos continuam a designar "pai da guerra química" apesar de já ter falecido na década de 1930.
De facto, Haber - galardoado com o Prémio Nobel da Química em 1918 - pode já ter morrido há quase um século mas as suas descobertas continuam a contribuir para a morte e o sofrimento de tantos ainda hoje...
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02/05/2023
Pessoas e refugiados
Li há pouco, na edição electrónica de um jornal (australiano, por sinal) que a Organização das Nações Unidas avisara já que cerca de oitocentos mil refugiados poderiam fugir dos combates que se estão actualmente a verificar no Sudão.
Ora, devo reconhecer que tenho muitíssimas dúvidas quanto à exactidão de uma palavra utilizada nessa mesma notícia: a palavra "refugees" – ou "refugiados".
Por esta razão (na minha opinião, claro): quem se prevê que fuja das escaramuças aludidas serão, primeiramente, "pessoas".
E apenas depois dessa fuga é que se tornarão "refugiados" (lamento, de "resto", esse estatuto...).
Noutros países que não o Sudão, percebi.
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The Sydney Morning Herald
01/05/2023
O Trabalho de Shakespeare
Assinala-se hoje, 1 de Maio, o "Dia do Trabalhador".
Ora, uma vez que tanto tem sido dito e escrito no que respeita às muitas dimensões do fenómeno "trabalho", tenho a absoluta certeza que qualquer frase que escrevesse acerca do mesmo nada iria acrescentar à sempre tão necessária reflexão.
Assim, pois, limitar-me-ei a citar o poeta, actor e dramaturgo inglês William Shakespeare (que viveu entre 1564 e 1616): "se todo o ano fosse de férias alegres, divertir-mo-nos tornar-se-ia mais aborrecido do que trabalhar".
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