09/04/2019

A batalha de La Lys


"A madrugada de 9 de Abril de 1918 despertou violenta na Flandres, onde as tropas portuguesas foram esmagadas por uma força alemã muito superior. A batalha de La Lys ficou marcada pela perda de milhares de homens entre mortos, feridos e prisioneiros.



Os alemães chamaram-lhe operação Georgete e o objetivo era romper as linhas aliadas, separar as forças britânicas das francesas e forçar uma mudança estratégica na frente ocidental. Na madrugada de 9 de Abril de 1918, oito divisões alemãs, com cerca de 100 mil homens e mais de mil peças de artilharia, avançaram sobre os 11 quilómetros onde estavam as forças portuguesas, constituídas por duas divisões e cerca de 20 mil homens. As forças portuguesas foram trucidadas, mas resistiram tempo suficiente para permitir aos aliados reforçar a e suster a ofensiva. Os portugueses perderam praticamente metade das suas forças, e ficaram reduzidas a pouco mais de uma divisão tendo registado cerca de 1300 mortos, 4600 feridos, 2000 desaparecidos e mais de sete mil prisioneiros.".









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"Corpo Expedicionário Português


Em 9 de Março de 1916, a Alemanha declarou guerra a Portugal. Cerca de dois meses depois, em 24 de Maio, foi ordenado o recrutamento de todos os cidadãos, sem exceção, com idade[s] entre 20 e 45 anos. O primeiro contingente do Corpo Expedicionário Português partiu para a frente europeia em 26 de Janeiro de 1917 e chegou a Brest em 7 de Fevereiro. Na época as tropas portuguesas já estavam a lutar nos territórios africanos de Angola e Moçambique. Desde a entrada de Portugal na guerra até à assinatura do Armistício, a 11 de Novembro de 1918, o país mobilizou cerca de 105.000 soldados e oficiais. Mais de 75.000 homens foram para a Flandres. E mais de 7.700 homens morreram nas várias frentes de batalha. Quase 50% destas mortes ocorreram em Moçambique e cerca de 35% em França.".



Fontes: http://ensina.rtp.pt/artigo/batalha-de-la-lys-documentario/ e exposição bibliográfica "Grande Guerra 1914-1918: um século depois", átrio da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, Novembro de 2018.

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