22/04/2019

A beleza desaparecida

O arquitecto italiano Leon Battista Alberti explicou no livro "Da Re Aedificatoria" (no século XV) a sua própria definição de Belo: "Todo e qualquer objecto ao qual nada possa ser acrescentado ou subtraído sem que a harmonia do todo se altere.".

Ora, de acordo com esta definição, alguns dos elementos arquitectónicos que existem (ou que desapareceram já...) no mundo elencados pela UNESCO perderam necessariamente a sua beleza.

Lembro, assim, alguns deles, o número de anos em que foram belos e as "causas directas" da sua destruição (parcial ou total):

a) o Museu Nacional do Brasil (na cidade do Rio de Janeiro), de 1817 até (Setembro) de 2018 (201 anos), incêndio;

b) a "Ponte Velha" - Stari Most - (na Bósnia-Herzegovina), de 1567 até 1993 (426 anos), conflito armado ('guerra');

c) os Mausoléus de Tombuctu (ou Timbuktu, no Mali) de 'algures' no século XIV até 2012 (cerca de sete séculos), conflito armado ('terrorismo');

d) a Mesquita de Al-Nuri (em Mossul, no Iraque), de 1172 até 2017 (845 anos), conflito armado ('terrorismo');

e) a Catedral de Notre-Dame (na cidade de Paris, em França), construída em 1163 até (Abril de) 2019 (856 anos), incêndio;

f) as Estátuas de Bamiyan (no Afeganistão), de (cerca de) 500 anos após a convencionada data do nascimento de Jesus Cristo até 2001 (cerca de 1500 anos), conflito armado ('terrorismo');

e

g) a cidade de Palmira (na Síria), de (cerca de) 200 da chamada era cristã até 2016 (cerca de 1800 anos), conflito armado ('terrorismo').


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