"quando, comparando, por exemplo, o seu código penal milenário com o sanguinário livro V das nossas Ordenações e sincrónica legislação criminal dos outros Estados europeus, vejo que há pouco mais de um século esses tribunais bárbaros e correlativas instituições sociais chinesas, cujo absurdo e cuja desumanidade nos horrorizam e fazem indignar actualmente, eram menos desumanos e a certos respeitos menos clamorosamente absurdos do que as congéneres organizações ocidentais, como no século XVIII foi reconhecido".
Fonte: Camilo Pessanha, "China: Estudos e Traduções", 1944 (1a. edição).
08/02/2019
Os barbarismos chinês e europeu
07/02/2019
O Tratado de Maastricht
A cidade holandesa de Maastricht foi palco, a 7 de Fevereiro de 1992, da assinatura de um Tratado: o Tratado de Maastricht.
Que, no entanto, só entrou em vigor no dia 1 de Novembro de 1993.
Os então 12 Estados-membros da Comunidade Económica Europeia (CEE) "decidiram avançar com a união económica e monetária, que levou à introdução do euro, a fim de reforçar a representação democrática e alargar as competências em novos domínios como a cultura".
Ora, a União Europeia, ao querer cimentar um "desenvolvimento harmonioso" e promover a "igualdade entre homens e mulheres" e o "respeito dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais", pretendia, de facto, criar "uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus" e, no fundo, "valorizar a diversidade nacional e regional e incrementar o diálogo intercultural".
Mas, à luz do que se tem visto na 'recepção' aos migrantes e refugiados, não se poderá concluir que esse respeito pelos direitos mais básicos do Homem e pelas liberdades fundamentais - enfim, o respeito pela dignidade humana...- está ainda (muito) longe de concretizar-se e que, na verdade, a maioria das lideranças políticas europeias se continua a 'guiar' pelo mesmo 'quadro' mental e ideológico já demonstrado em épocas passadas?
Que, no entanto, só entrou em vigor no dia 1 de Novembro de 1993.
Os então 12 Estados-membros da Comunidade Económica Europeia (CEE) "decidiram avançar com a união económica e monetária, que levou à introdução do euro, a fim de reforçar a representação democrática e alargar as competências em novos domínios como a cultura".
Ora, a União Europeia, ao querer cimentar um "desenvolvimento harmonioso" e promover a "igualdade entre homens e mulheres" e o "respeito dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais", pretendia, de facto, criar "uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus" e, no fundo, "valorizar a diversidade nacional e regional e incrementar o diálogo intercultural".
Mas, à luz do que se tem visto na 'recepção' aos migrantes e refugiados, não se poderá concluir que esse respeito pelos direitos mais básicos do Homem e pelas liberdades fundamentais - enfim, o respeito pela dignidade humana...- está ainda (muito) longe de concretizar-se e que, na verdade, a maioria das lideranças políticas europeias se continua a 'guiar' pelo mesmo 'quadro' mental e ideológico já demonstrado em épocas passadas?
06/02/2019
A morte de Alexandre, o Grande
Um artigo recentemente publicado no jornal Ancient History Bulletin aventou a hipótese de que Alexandre, o Grande (ou Alexandre Magno) morreu vítima de doença e não, como durante muito tempo acreditou a maior parte dos historiadores, na sequência de envenenamento.
De facto, Katherine Hall, docente numa universidade neozelandesa, sugeriu que Alexandre faleceu em consequência do síndrome de Guillain-Barré - complicação neurológica, rara, de origem auto-imune (em que o sistema imunitário se ataca a si mesmo) que se manifesta na perda de capacidades físicas e, por vezes, na paralisia.
Ou seja, o estado em que Alexandre se encontrava - 'mergulhado' num profundo 'sono' comatoso - terá levado os médicos a declararem, erradamente, a sua morte pelo que os embalsamadores (mumificadores) terão trabalhado num corpo ainda vivo...
De facto, Katherine Hall, docente numa universidade neozelandesa, sugeriu que Alexandre faleceu em consequência do síndrome de Guillain-Barré - complicação neurológica, rara, de origem auto-imune (em que o sistema imunitário se ataca a si mesmo) que se manifesta na perda de capacidades físicas e, por vezes, na paralisia.
Ou seja, o estado em que Alexandre se encontrava - 'mergulhado' num profundo 'sono' comatoso - terá levado os médicos a declararem, erradamente, a sua morte pelo que os embalsamadores (mumificadores) terão trabalhado num corpo ainda vivo...
05/02/2019
O Museu Nacional da Resistência e da Liberdade
A Câmara Municipal de Peniche transferiu para a posse da "Direção-Geral do Património Cultural" documentos que integravam o próprio museu da localidade referentes à história do Forte de Peniche para que estes possam enriquecer o espólio do futuro Museu Nacional da Resistência e da Liberdade.
Espero sinceramente que este Museu se consiga constituir não como um mero espaço de confrontação ideológica mas como uma verdadeira plataforma que permita às gerações mais novas uma melhor compreensão dos 'caminhos' que a intolerância - e o ódio - podem percorrer...
Espero sinceramente que este Museu se consiga constituir não como um mero espaço de confrontação ideológica mas como uma verdadeira plataforma que permita às gerações mais novas uma melhor compreensão dos 'caminhos' que a intolerância - e o ódio - podem percorrer...
04/02/2019
De Goa a Lisboa
2 de Fevereiro de 1845.
Assinalaram-se no passado sábado cento e setenta e quatro anos da viagem inaugural da fragata D. Fernando II e Glória.
Na verdade, a fragata D. Fernando II e Glória partiu de Goa (capital do Estado da Índia) nessa data e chegou à metrópole portuguesa seis meses depois, em 4 de Julho.
Ora, aquela que foi a última nau da Carreira da Índia - ligação marítima, pela Rota do Cabo, entre Lisboa (uma das poucas capitais europeias banhadas pelo oceano Atlântico) e Goa (o mais importante entreposto comercial, e não só, da parte oriental, por assim dizer, do então Império português) - fez, precisamente, a viagem inicial a partir do Índico.
Nunca tendo participado numa única batalha, tal fragata 'repousa' actualmente, depois de anos a servir de asilo no meio do Tejo e de mais não ser do que um monte de destroços resultantes de um incêndio, em Almada (Cacilhas) onde é um museu e um local de exposições.
Fim digno, justo e honrado!
Assinalaram-se no passado sábado cento e setenta e quatro anos da viagem inaugural da fragata D. Fernando II e Glória.
Na verdade, a fragata D. Fernando II e Glória partiu de Goa (capital do Estado da Índia) nessa data e chegou à metrópole portuguesa seis meses depois, em 4 de Julho.
Ora, aquela que foi a última nau da Carreira da Índia - ligação marítima, pela Rota do Cabo, entre Lisboa (uma das poucas capitais europeias banhadas pelo oceano Atlântico) e Goa (o mais importante entreposto comercial, e não só, da parte oriental, por assim dizer, do então Império português) - fez, precisamente, a viagem inicial a partir do Índico.
Nunca tendo participado numa única batalha, tal fragata 'repousa' actualmente, depois de anos a servir de asilo no meio do Tejo e de mais não ser do que um monte de destroços resultantes de um incêndio, em Almada (Cacilhas) onde é um museu e um local de exposições.
Fim digno, justo e honrado!
02/02/2019
O Mosteiro de Pitões das Júnias
Tentei, há não
muito tempo, visitar o Mosteiro de Santa Maria das Júnias (edificado, muito provavelmente, antes de 1143, data da 'fundação' de Portugal), localizado junto a Montalegre, Trás-os-Montes.
Ora, estando eu de automóvel, por assim dizer, rapidamente percebi que dada a distância que teria que percorrer para lá chegar e dado o mau estado da via também para lá chegar não conseguiria, pura e simplesmente, fazê-lo.
Ora, estando eu de automóvel, por assim dizer, rapidamente percebi que dada a distância que teria que percorrer para lá chegar e dado o mau estado da via também para lá chegar não conseguiria, pura e simplesmente, fazê-lo.
Tive pena, admito,
pois tinha ido a tal lugar com esse único objectivo em mente.
Mas, há alguns
meses, assistindo ao programa televisivo “A Alma e a Gente” –
apresentado pelo saudoso e já por mim invocado Professor José Hermano Saraiva em 2009 (e
que a RTP Memória estava a ‘repor’) – soube que o referido
Mosteiro, classificado como Monumento Nacional (em 1950, por sinal) e parte 'integrante' do Parque Nacional da Peneda-Gerês -, não foi por ele
visitado devido ao mesmo motivo por mim apresentado.
Ou seja, o Professor
José Hermano Saraiva não conseguiu vê-lo em 2009 e eu não
consegui vê-lo em 2018 exactamente pela mesma razão.
Um claro exemplo do
‘tratamento’ dado ao Património e à História de Portugal...
01/02/2019
O medo da China
Escreveu o filósofo britânico John Stuart Mill na sua obra "On Liberty" (de 1859) o seguinte a propósito da China e dos Chineses:
"Há milhares de anos que estão estagnados. E se quiserem melhorar terá, necessariamente, que ser através de estrangeiros".
Mas, extraordinária coincidência, quando estas palavras foram publicadas já a Grã-Bretanha tinha feito - e estava ainda a fazer - guerra à China pois esta recusava-se, pura e simplesmente, a importar as quantidades de droga exigidas, no caso, por mercadores ingleses: a chamada Primeira Guerra do Ópio lutou-se entre 1839 e 1842 e a Segunda entre 1856 e 1860.
O medo da China - e da Ásia, enfim - parece estar de volta...
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