17/07/2020

O Mar Cáspio

Com uma extensão de cerca de 371 mil quilómetros quadrados e uma profundidade máxima capaz de superar o quilómetro, o Mar Cáspio é a maior massa de água ‘interior’ do planeta.


‘Interior’ já que faz fronteira com vários países situados nos continentes europeu e asiático (o poeta francês Paul Valéry designava a Europa como o "pequeno cabo da Ásia"…): com a Rússia, com o Azerbaijão, com o Irão, com o Turquemenistão e com o Cazaquistão.


Efectivamente, a dimensão da sua extensão é directamente proporcional à sua ‘riqueza’ pois é abundante o petróleo e o gás natural.


Ora, sendo tão rico, não estranhará que seja uma ‘fonte’ de diferendos entre países e, por isso, um ‘motivo’ de ‘combate’ geopolítico à escala internacional.

16/07/2020

A bomba, o seu pai e as "lágrimas de crocodilo" dele

16 de Julho de 1945: o Projecto Manhattan testou em Los Alamos (localidade situada num dos estados dos Estados Unidos da América, o Novo México) a chamada bomba nuclear.

O dr. Julius Robert Oppenheimer afirmou não muito depois dessa detonação, com um semblante que se poderia ter interpretado como de tristeza ou de arrependimento, ter-se tornado - citando, para 'isso', o texto de origem indiana Bhagavad Gita - na Morte e num "destruidor de mundos".

De facto, menos de um mês depois, um avião ao serviço do Exército dos Estados Unidos da América lançou duas bombas nucleares (ou atómicas) sobre duas cidades japonesas - Hiroxima e Nagasáqui - aniquilando milhares de pessoas.

15/07/2020

Havai: um território americano

Foi ainda no século XIX que o congresso norte-americano anexou o Havai.


Tal foi o ‘caminho’ legal essencial para o território se tornar, primeiro, parte dos Estados Unidos da América (EUA) e, depois, algumas décadas volvidas, um estado do país.


Recordo que a distância quilométrica entre o Havai e o território continental dos EUA é de cerca de quatro mil e cem quilómetros sendo que a mesma para o Japão, por exemplo, ascende a seis mil e cem quilómetros.

14/07/2020

Pausas alimentares no Portugal moderno e contemporâneo

Li, há dias, o seguinte:


"Na Idade Média e na época moderna as refeições acompanhavam o ritmo do Sol. A primeira, tomada muito cedo, era designada "almoço". Horas depois seguia-se o "jantar". A meio da tarde, comia-se a "merenda", e a última refeição, chamada "ceia", ocorria ao cair da noite, dependendo da estação do ano".


Recordo que, para muitos historiadores, a chamada "época moderna" foi o período de tempo compreendido entre 1453 – ano da conquista, pelos Turcos, de Constantinopla (actualmente, a cidade de Istambul) – e 1789 – a data da “Revolução Francesa”.

Ora, conheço ainda pessoas que viveram a infância em Portugal há mais de oitenta anos para quem essa ‘terminologia’ gastronómica foi uma realidade...

13/07/2020

São Tomé e Príncipe

Assinalaram-se ontem quarenta e cinco anos da independência de São Tomé e Príncipe.

Foi, de facto, no dia 12 de Julho de 1975 que a ilha ficou livre do colonialismo português.

11/07/2020

"Olho por olho, dente por dente"

A pena de Talião foi um princípio desenvolvido no direito babilónico significando que aqueles considerados culpados de um qualquer delito deveriam ser sentenciados tendo em conta o dano causado directamente no queixoso.

Assim, se este tivesse, por exemplo, perdido um dedo de uma mão na sequência de um acto levado a efeito pela 'parte' considerada culpada, poderia legalmente exigir que o seu (suposto) agressor fosse punido com a perda, também, de um dedo de uma das suas mãos (se as tivesse, claro...).

Este princípio acabou, com a passagem do tempo, por ser substituído por multas e outras penalizações.

10/07/2020

Bibliotecas e Educação

De acordo com o historiador grego Diodorus Sículos, o faraó Ramsés II havia ordenado a colocação da inscrição "Σπίτι της Θεραπείας για την Ψυχή" ("Casa para a Cura da Alma", em português).


Mas foi apenas em 1994 que a UNESCO preparou um manifesto sobre as bibliotecas públicas: "A liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse da informação que lhes permita exercer os seus direitos democráticos e ter um papel activo na sociedade. A participação construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educação satisfatória, como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação".


Assim, "A biblioteca pública - porta de acesso local ao conhecimento - fornece as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais".


Concluindo: "Este Manifesto proclama a confiança que a UNESCO deposita na Biblioteca Pública, enquanto força viva para a educação, a cultura e a informação, e como agente essencial para a promoção da paz e do bem-estar espiritual nas mentes dos homens e das mulheres".


Já em Portugal, foi apenas em 1987 que se institucionalizou a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas assumindo o Estado, pois, que aquelas se constituíam como potenciadoras, ao nível local, da divulgação da informação e do desenvolvimento da literacia.


Ou seja, até 1987, as 'nossas' raras bibliotecas designadas como públicas eram instituições centenárias, algumas com colecções de grande raridade e valor histórico, provenientes de instituições religiosas ou conventos extintos, mas que não correspondiam aos interesses e necessidades de leitura e informação do público em geral, tal como há muito eram conhecidas nos países desenvolvidos.


Podia, assim, há poucos anos, ler-se no sítio da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas o seguinte: "A Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, criada em 1987 e que assinalou no ano passado 30 anos de existência, integra atualmente 220 Municípios que cobrem globalmente todo o território, incluindo Portugal Continental, Açores e Madeira".


Ora, creio que qualquer cidadão português sentirá uma espécie de orgulho sempre que sabe que Portugal alberga, no seu território, algumas das bibliotecas consideradas "mais belas do mundo".


Algumas, com efeito, construídas há séculos como a Biblioteca Joanina (em Coimbra).


No que se refere às características arquitecturais, sobretudo.


Mas, sendo espaços de Cultura e de Educação, será importante que esse mesmo cidadão português orgulhoso se não esqueça "que as pessoas residentes em Portugal tinham, no ano 2000, uma escolaridade semelhante à dos residentes na Alemanha do ano 1930 ou na Roménia de 1970" como o estudo "Benefícios do Ensino Superior" (elaborado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos) concluiu há alguns (poucos) anos.