Desde 1806 que o francês Napoleão Bonaparte tentava 'asfixiar' economicamente a Inglaterra.
Não demorou muito até que idealizasse um meio para, achava, o conseguir: o Bloqueio Continental.
Assim, todos os países da Europa iriam ser impedidos de comerciar com o reino de Jorge III.
A História encarregar-se-ia de demonstrar a grandeza do falhanço.
Foi, no entanto, necessário que passassem cerca de cento e oitenta anos para que fosse assinado, na "mãe" de todas as igrejas inglesas - a catedral de Cantuária, construída no século XIII - um acordo - o Tratado de Cantuária, justamente - prevendo a construção de uma infra-estrutura ligando a França, o maior país (no que respeita à sua dimensão territorial) do Ocidente europeu, à Inglaterra. Esta infra-estrutura consistia num túnel submarino que, com cerca de cinquenta quilómetros de extensão, permitiria, pois, atravessar o Canal da Mancha.
Esta assinatura foi feita em Fevereiro de 1986 pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países (sob o olhar da então primeira-ministra Margaret Thatcher e do presidente François Miterrand) e precedeu, naturalmente, a circulação iniciada em 1994.
Assim, a França passou a ter mais uma fronteira partilhada para além das que tinha já com a Bélgica, com a Alemanha, com a Suíça, com a Espanha, com Andorra e com a Itália ao passo que o Reino Unido ganhou uma ligação terrestre ao continente europeu.
Ora, espero é que o Eurotúnel não abra mais uma brecha no chamado Brexit...
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