Pedi
ao Gabinete de Estudos Olisiponenses se me saberia indicar
pormenores, por assim dizer, sobre a indicação que se encontra
ainda na Rua dos Fanqueiros.
- Rua Nova da Princeza5.ª Divisão do LadoOccidental
Ora,
efectivamente, uma resposta – muito atenciosa, por sinal –
foi-me, dias depois, transmitida por alguém do referido gabinete da
edilidade lisboeta.
Partilho-a,
pois:
"Em
5/11/1760, foi inaugurada em Lisboa a prática de atribuição de
nomes de ruas por decreto. Neste diploma, D. José estabeleceu
a denominação dos arruamentos localizados entre a Praça do
Comércio e o Rossio, ao mesmo tempo que regularizava a distribuição
dos ofícios e ramos do comércio.
O arruamento foi denominado "Rua Nova da
Princesa" e nela ficaram arruados os "Mercadores de
Lançaria ou Fancaria, destinando-se os sobejos della se os houver,
às lojas de quinquilharia".
Por edital da CML de 08/06/1889, passou a
denominar-se "Rua da Princesa".
Com o advento da Implantação da República em
5/10/1910, foram alterados vários topónimos diretamente ligados à
Monarquia. Um deles foi a "Rua da Princesa", que por edital
de 5/11/1910, viu o seu topónimo alterado para "Rua dos
Fanqueiros"".
Post scriptum: assinala-se hoje 521 anos desde que o navegador Vasco da Gama chegou a Calecute, na Índia. Recordo que, nesse tempo, portugueses e espanhóis dominavam os mares. Ora, é evidente que hoje, cinco séculos volvidos dessa extraordinária viagem, tudo é (muito) diferente: Portugal há muito que deixou de ser um 'actor' importante nos oceanos da Terra (a não ser em 'operações' de cariz humanitário ou de segurança). E Espanha? Creio que não deixa de ser interessante lembrar que um interveniente marítimo pouquíssimo relevante na actual conjuntura geopolítica do mundo irá treinar com a frota da marinha norte-americana num 'exercício' na zona do Indo-Pacífico: de facto, a fragata espanhola Méndez Núñez integrará o 'exercício' naval 'encabeçado' pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln numa missão de meio ano no Mar do Sul da China (mas não no Golfo Pérsico).
Post scriptum: assinala-se hoje 521 anos desde que o navegador Vasco da Gama chegou a Calecute, na Índia. Recordo que, nesse tempo, portugueses e espanhóis dominavam os mares. Ora, é evidente que hoje, cinco séculos volvidos dessa extraordinária viagem, tudo é (muito) diferente: Portugal há muito que deixou de ser um 'actor' importante nos oceanos da Terra (a não ser em 'operações' de cariz humanitário ou de segurança). E Espanha? Creio que não deixa de ser interessante lembrar que um interveniente marítimo pouquíssimo relevante na actual conjuntura geopolítica do mundo irá treinar com a frota da marinha norte-americana num 'exercício' na zona do Indo-Pacífico: de facto, a fragata espanhola Méndez Núñez integrará o 'exercício' naval 'encabeçado' pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln numa missão de meio ano no Mar do Sul da China (mas não no Golfo Pérsico).
Sem comentários:
Enviar um comentário