16/02/2019

Gerir a dois (e as futuras 'elites')

Jim Yong Kim anunciou, há algumas semanas, a sua demissão de presidente do Banco Mundial. 

Kim acabou por ser substituído interinamente pela então directora-geral da instituição, a búlgara Kristalina Georgieva até que seja encontrado alguém 'definitivo'.

Embora Kim fosse oriundo da Coreia do Sul, a gestão do Banco Mundial tem sido, predominantemente, detida por alguém originário da América do Norte (enquanto que, por seu lado, tem sido alguém oriundo do continente europeu a 'comandar' os destinos do Fundo Monetário Internacional)...

Continuará a ser esta a distribuição geográfica privilegiada?


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De acordo com dados compilados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, os alunos do ensino secundário científico-humanístico em Portugal registaram no triénio 2015, 2016 e 2017 classificações médias nos exames nacionais (numa escala de 0 a 20 valores) de 10 valores à disciplina de História A, de 10,3 a Filosofia, de 10,7 a Matemática A, de 10,9 a Português e de 11,06 valores à disciplina de Geografia A.


Ora, a 'começar' na História e a 'acabar' na Geografia, todas estas disciplinas nos fornecem as bases teóricas essenciais, em minha opinião, para se poder articular um raciocínio lógico e, assim, melhor interpretar e pensar a realidade que nos rodeia.


Não será, pois, deveras preocupante que grande parte do desempenho escolar da futura 'elite' de Portugal nada mais seja do que medíocre?

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