Costuma dizer-se que algumas actividades são tão antigas quanto o Homem.
Ora, a espionagem é uma delas.
É claro que também ela tem, como o Homem, vindo a tornar-se mais complexa nas suas características exteriores embora o 'intuito' tenha sido sempre o mesmo: obter informações de forma mais ou menos legal.
Se, durante muito tempo, foi essencial recorrer-se a pessoas para espiar outras pessoas e organizações, uma das 'tendências ' que se tem vindo a verificar é uma "tecnologificação" da espionagem acompanhando, naturalmente, a dependência, crescente, da Electrónica nas várias dimensões da existência humana (na Comunicação, por exemplo).
Recordo, de facto, o sistema "ECHELON".
Implementado pelos governos dos Estados Unidos da América, do Canadá, do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia no início da década de 1970 para monitorizar as manobras militares e os contactos diplomáticos da então União Soviética (e seus aliados), o sistema ECHELON foi-se tornando, sobretudo depois do fim desta, num meio para alcançar o controlo massivo das comunicações desde logo privadas registadas em todo o mundo.
Post scriptum: foi revelado há não muitos anos que as GAFA - as letras iniciais das empresas Google (a mesma que 'acolhe' o domínio blogspot...), Apple, Facebook e Amazon - estavam ao serviço do governo norte-americano no sentido de espiar todas as comunicações electrónicas feitas no planeta. Pergunto, de resto, o seguinte: se se tomar tudo isto em consideração não se poderão qualificar como hipócritas as acusações de que a empresa chinesa de telecomunicações Huawei pretende instalar uma espécie de rede de espionagem electrónica?
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