Li,
há dias, num jornal português publicado "online" que havia sido
descoberto no Reino Unido um recipiente em barro contendo cerca de
três mil moedas de cobre em circulação no Império Romano ["do
tempo em que Constantino foi declarado imperador em York [306
d.C.]"]. Tal descoberta foi já considerada a maior do género, por
assim dizer, no país.
O
que nunca li num jornal português, publicado "online" ou não,
foi efectivamente sobre o extraordinário espólio do Museu de Arqueologia e
Numismática de Vila Real.
Ora,
de acordo com o que refere – e eu posso, ‘em parte’, confirmar…
– a página na Internet do museu:
"A
colecção de numismática do MNVR, inaugurada no dia 27 de Maio de
1999, é imponente. Segundo João Parente, coleccionador e primeiro
director desta instituição, "iniciou-se em Junho de 1970 com 9
'pacharricas' compradas na aldeia do Cadaval, concelho de Murça, e
cresceu seleccionando as moedas diferentes e as variantes encontradas
nos tesouros monetários achados em Trás-os-Montes durante os
últimos 25 anos".
Compõem
a colecção cerca de 35.000 numismas [moedas], sendo formada por
moedas provenientes, na sua maioria, da região tra[n]smontana, sendo
ainda de referir a aquisição de alguns exemplares com o objectivo
de representar determinados tipos de moedas, reis ou imperadores
considerados importantes para o discurso expositivo.
Constituem
a colecção moedas originárias de três tesouros completos
(Santulhão - distrito de Bragança -, Reguengo e Vila Marim -
distrito de Vila Real), e porções significativas dos tesouros de
Izeda, Santa Maria de Émeres (distrito de Bragança), Poio, Campeã,
Mosteirô, Paredes do Alvão, Cadaval, São Caetano e Fiolhoso
(distrito de Vila Real), para além de várias provenientes de
achados isolados.
O
acervo numismático do MNVR está balizado cronologicamente entre os
séculos V a.C. e VIII d. C. No entanto, a grande maioria das moedas
pertence à época do Império Romano, sendo os séculos III e IV da
nossa era os mais representados. Ainda assim, podem observar-se
quatro moedas gregas, uma cartaginesa, quatro hispano-romanas, nove
ibero-romanas, oito luso-romanas, vinte e cinco hispano-romanas, um
conjunto de cento e vinte e oito da República Romana, três
Bizantinas e vinte e três Visigóticas.
Está
igualmente representada a maior parte das oficinas de cunhagem do
Império Romano.
Do
total da colecção foram seleccionados para a Exposição Permanente
de Numismática cerca de 5.000 espécimes, considerados como
representativos da totalidade, procurando o discurso expositivo
permitir a percepção, através da quantidade de moedas expostas, da
importância da região no seio do Império Romano".
Post scriptum: a vila espanhola de Albuera (localizada a poucos quilómetros de Badajoz) foi 'palco' em 16 de Maio de 1811 de uma batalha envolvendo milícias inglesas, portuguesas e espanholas que, comandadas pelo marechal Beresford, derrotaram o exército francês (que estava sob o comando do marechal Soult).
Post scriptum: a vila espanhola de Albuera (localizada a poucos quilómetros de Badajoz) foi 'palco' em 16 de Maio de 1811 de uma batalha envolvendo milícias inglesas, portuguesas e espanholas que, comandadas pelo marechal Beresford, derrotaram o exército francês (que estava sob o comando do marechal Soult).
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